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SIM!!! Tanto no que diz respeito à previsão do tempo quanto ao filme 50 Tons de Cinza! Mas isso eu nem preciso dizer aos fãs da trilogia, né? Afinal, quem assistiu aos filmes viu muita chuva e sabe que a história acontece em Seattle.

Mais um filme para a conta da cidade que inspira tantos autores e escritores. Mesmo aqueles que não a conhecem pessoalmente… Caso da E.L. James que escreveu os livros de 50 Tons de Cinza, acredite, “googlezando”, sem sequer pisar em Seattle. Dá para imaginar?

Por que será, então, que E.L. James escolheu Seattle como cenário de 50 Tons de Cinza?

50 Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey) em Seattle
50 Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey) em Seattle

50 Tons de Cinza chega ao VisiteSeattle.com

Antes tarde do que nunca! Não tem muito tempo que eu fui introduzida ao mundo “cinza” de Christian Grey e Anastasia Steele. Se não me engano, no começo do ano passado.

Estávamos falando sobre Grey´s Anatomy e um amigo perguntou: “aquele filme, 50 Tons de Cinza, também acontece em Seattle, né?”. Meio sem graça, falei: – É mesmo? Não sei! Como é que eu não sei disso 😱? Saí com cara de tacho e uma tarefa de casa a fazer!!!

Certamente eu sabia da existência dos livros. Um fenômeno que tem mais de 150 milhões de exemplares vendidos, e causa o frenesi que causou, não passa batido por ninguém. Mas nunca tive interesse de ler na ocasião. E, sendo franca, sigo sem ler até hoje…

O filme 50 Tons de Cinza

Quando a “necessidade” de conhecer a história surgiu, o primeiro filme já tinha sido lançado (se não me engano, o segundo também). Dessa forma, comecei pelo inverso, e fui abduzida pelos filmes primeiro!

E, quer saber? Adorei! Deu para entender o fascínio que causa. Apesar da idade (nem me atrevo a revelar!), ainda tenho uma fraqueza por contos de fadas modernos. 💘 Tipo Uma linda mulher, Crepúsculo, Jogos Vorazes e, porque não, 50 Tons de Cinza???

Sim, para mim, o filme está mais para uma história de amor, do que para um romance erótico ou qualquer outra coisa. Devo admitir, shippo demais Christian e Ana. Entendo, inclusive, os fãs mais intensos da trilogia shipparem seus atores, Dakota Johnson e Jamie Dornan também (#Damie!). 😍

Não bastasse o clima de romance “bem singular” (“I don´t do romance. My tastes are very… singular”, quem lembra?), Seattle ainda rouba a cena na telona! Mais um motivo para me apaixonar. Mais uma vez “não dá”: “não dá para ter um site sobre Seattle e não falar sobre 50 Tons de Cinza”!

Por que 50 Tons de Cinza em Seattle?

Se fosse para responder por conta própria, eu separaria a resposta em duas:

Primeira AFS (Antes de Fifty Shades): antes de assistir ao filme, eu diria que é porque Seattle é linda, vibrante e simplesmente encantadora. É difícil não se apaixonar pela cidade! 😊

Segunda DFS (Depois de Fifty Shades): depois de assistir ao filme, eu acrescentaria que Seattle é, além de tudo, sofisticada, sedutora e provocante! 😊

Agora, tentando pensar com a cabeça da autora, eu diria que a inspiração veio da fama de cidade cinzenta!

Sim, Seattle tem 50 tons de cinza!

Segundo reza a lenda, Seattle é a capital mundial da chuva… Ou, pelo menos, é uma das cidades que mais chove nos EUA… Mito ou verdade? Veja nosso post tempo em Seattle para descobrir.

Resumindo aqui, a verdade é que Seattle está longe disso, se considerarmos o volume de chuva. Mas se aproxima, se considerarmos a frequência da chuva. O que nos remete a outra fama, a de cidade cinza. Eu diria, inclusive, que esta última bem mais real do que a de cidade chuvosa.

Claro, chove bastante por aqui (cerca de 40% do ano). Aquela chuvinha fina e constante, sabe? Mas, sem dúvida, o “tom cinza” do céu de Seattle é por causa de seus dias nublados, não necessariamente chuvosos.

São mais de 200 dias nublados durante o ano! Mais de 60% do ano de céu cinza! Em grande parte, um nublado parcial, mas nublado! Eis, portanto, de onde vem os 50 tons de cinza da cidade! 🌥☁🌧

Cidade cinza… 50 Tons de Cinza… 🎯Bingo, tá explicada a escolha da cidade para cenário da trilogia. Será???

Vamos confirmar, então, com a pessoa certa…

E.L. James por que Seattle?

Uma pista: a inspiração veio de outro romance de conto de fadas moderno, ou melhor, de conto de vampiros 🧛‍♀️ que acontece em Forks, cidadezinha cinza e chuvosa do estado de Washington (vampiros não gostam de sol, lembra?). Mais: Forks fica perto de Seattle que, a propósito, também aparece na história. Mole, né?

A resposta é: Crepúsculo!

Isso mesmo, a inspiração de E.L. James para escrever a novela 50 Tons de Cinza veio da Saga Crepúsculo da autora Stephenie Meyer. E tudo começou como uma fanfiction!

Fanfiction, fanfics ou “ficção de fã”
São histórias imaginárias baseadas em personagens e enredos de histórias que pertencem à produtos midiáticos, como filmes, séries e livros. Os fãs desses produtos se apropriam do tema da história ou de seus personagens e criam narrativas paralelas à original.

Da fanfic erótica de “Twilight” à novela “Fifty Shades of Grey”

Depois de ler a Saga Crepúsculo, E.L. James (sob o codinome “Snowqueens Icedragon”) começou a postar sua própria versão erótica do romance entre Bella Swan e Edward Cullen num fórum on-line, a fanfic chamada Master of the Universe – MotU. Mais uma, entre as milhares fanfics do Crepúsculo, diga-se de passagem (ohh saga para ter fanfic!).

Mas muitos leitores consideraram suas histórias muito provocativas para o fórum e ela foi forçada a remover algumas delas do site. Foi então que E.L. James decidiu voar por conta própria e nasceu a novela Fifty Shades of Grey – FSoG.

50 Tons de Cinza acabou virando um best-seller de romance erótico, numa trilogia de sucesso absoluto de bilheteria e fenômeno internacional, e seus dois personagens icônicos vão ficar marcados para sempre na memória dos fãs.

Christian Grey e Anastasia Steele são basicamente Edward Cullen e Bella Swan de Crepúsculo. Reparem na “coincidência” das histórias: ambos personagens masculinos são misteriosos, poderosos, ricos e de “cair o queixo”. Ao passo que as duas heroínas são subestimadas no início, quase duas “gatas borralheiras”.

O passo seguinte…

… seria manter Seattle como cenário da trama! Afinal, quem pensa em Crepúsculo, lembra de cidade cinza, e lembra de Seattle, né? Agora faz sentido… uma autora britânica escrever os livros da trilogia 50 Tons de Cinza em Seattle, sem nunca ter posto os pés na cidade! Tá explicado!

Em minha próxima viagem a Seattle (falta pouco!) vou fazer um tour pela cidade através dos olhos de Christian Grey e Anastasia Steele, e depois conto tudo aqui para vocês. – Fechado? Mas antes, vou garantir todos os detalhes lendo os livros da trilogia, finalmente. Livro é sempre mais detalhado que filme.

– Red room here we come! Ou melhor, partiu 50 Tons de Cinza

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Primeira loja Amazon Go em Seattle: será que a loja do futuro chegou? https://visiteseattle.com/amazon-go-em-seattle/ https://visiteseattle.com/amazon-go-em-seattle/#comments Tue, 20 Mar 2018 18:13:50 +0000 http://visiteseattle.com/?p=7134 Já imaginou uma loja sem fila no checkout? Ou melhor, sem checkout? Tipo pegar da prateleira e levar? Sem passar por um caixa, sem pegar em dinheiro ou passar cartão? A Amazon imaginou e apresentou [...]

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Já imaginou uma loja sem fila no checkout? Ou melhor, sem checkout? Tipo pegar da prateleira e levar? Sem passar por um caixa, sem pegar em dinheiro ou passar cartão? A Amazon imaginou e apresentou a novidade: sua primeira loja Amazon Go em Seattle!

Amazon Go em Seattle
Amazon Go em Seattle

Será que o futuro chegou em Seattle?

Bem, se ele chegou por lá eu não sei, mas que essa loja da Amazon Go em Seattle tá dando o que falar, ah isso tá! Desde que seu conceito foi apresentado pela primeira vez em 2016, e agora mais do que nunca, com sua abertura ao público no último janeiro.

A loja de 170m2 fica na torre Day 1 ou Amazon Tower II, no complexo da sede da Amazon em Seattle. Foi inaugurada em dezembro de 2016 numa versão beta (para testes) somente para os funcionários da empresa, e, finalmente, aberta ao público em janeiro de 2018.

Eu ainda não conheço pessoalmente, mas achei tão legal que não podia esperar para compartilhar a novidade com vocês!

O que é a Amazon Go?

A Amazon Go é uma grande loja de conveniência, onde você compra mantimentos, refeições prontas para comer (café da manhã, almoço, jantar e lanches), bebidas frias e kits com ingredientes para preparação de refeições rápidas.

Bom, até aí tudo bem! Não difere muito de um supermercado comum. – Só que não! De comum não tem nada.

A Amazon Go em Seattle usa um novo conceito de fazer compras! É um novo tipo de loja em que você entra, pega os produtos que deseja e vai embora sem checkout, ou seja, sem esperar em filas e sem necessidade de pagamento. Economia de tempo do cliente e de custo trabalhista do varejista.

Mas como isso é possível?

Simples (ou melhor, nada simples!): a tecnologia Just Walk Out.

O que é a tecnologia Just Walk Out?

A tecnologia Just Walk Out da Amazon é possível através do mesmo tipo de tecnologia utilizada nos veículos autônomos, aqueles que funcionam sem motorista humano (self-driving cars ou carros auto-dirigidos): visão computacional (computer vision), fusão de sensores (sensor fusion) e algorítimos de aprendizagem profunda (deep learning algorithms).

😕🤔 🙄 Oi??? O que??? Como??? Que danado é isso?

Eu também não sei, gente! É muita ciência e tecnologia para mim… Robôs guiados por visão, sistemas artificiais, dados multidimensionais, automação, inteligência artificial, aprendizado de máquina, e por aí vai… Haja palavra difícil!

Mas deixando os termos técnicos de lado, no fim, o que importa é que são centenas de câmaras e sensores, espalhados pela loja, que detectam automaticamente quando os produtos são retirados ou devolvidos às prateleiras e mantém registro deles em um carrinho virtual. Quando a compra termina, você deixa a loja e a conta é cobrada pouco depois em seu cartão de crédito.

Vamos ver como funciona?

O que preciso para comprar na Amazon Go em Seattle?

Muito simples (aqui é simples mesmo)! Você precisa de três coisas somente:

  1. Uma conta Amazon.
  2. O aplicativo móvel Amazon Go App gratuito (disponível na Apple App Store, Google Play e Amazon Appstore).
  3. Um smartphone iPhone ou Android de recente geração.

Como faço para comprar na Amazon Go em Seattle?

São 3 passos mais simples ainda:

1. Entre na loja

Use o aplicativo para entrar na loja; é só scanear a chave de acesso na tela de seu celular no sensor da entrada.

2. Pegue os produtos desejados

Faça suas compras como faria em qualquer outra loja. Escolha os produtos e retire-os das prateleiras. Não há cestas de compras ou carrinhos, pode colocar tudo que quiser em sua própria bolsa ou no saco de embalagem com o qual você pode sair.

Se pegar um item, mas desistir dele em seguida, não tem problema, é só devolvê-lo à prateleira que ele é retirado de seu carrinho virtual (que você acompanha no App).

3. Saia da loja

Quando terminar as compras, é só sair da loja sem passar por fila, checkout, caixa registradora ou qualquer outra coisa. A conta será cobrada no cartão de crédito cadastrado em sua conta Amazon.

Veja aqui no vídeo como funciona.

Não falei que era simples?

Será a Amazon Go em Seattle a loja do futuro?

Bem, isso eu já não sei. É muito cedo ainda para saber, estamos apenas na primeira loja.

De cara já me vem na cabeça um desafio: como lidar com roubos e hackers de aplicativo? Cabeça de brasileira, né? Tipo: gato escaldado tem medo de água fria ou seguro morreu de velho!!! Fico imaginando uma loja dessas no Brasil. Será que funciona???

Mas que é massa é, né? Imagina fazer supermercado e não precisar enfrentar a fila do caixa!!!

Aguardemos cenas dos próximos capítulos, torcendo que a moda da Amazon Go em Seattle pegue!

Amazon Go em Seattle

Amazon Go
2131 7th Ave
Seattle, WA 98121

Horário de funcionamento (referência março/2018): de segunda à sexta-feira de 7 às 21hs. Confirmar no site oficial na data da sua visita.

Site oficial: Site Oficial Amazon Go

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O fim do Obamacare afeta o turista em visita aos EUA? https://visiteseattle.com/obamacare-e-o-turismo/ https://visiteseattle.com/obamacare-e-o-turismo/#respond Fri, 28 Jul 2017 23:40:23 +0000 http://visiteseattle.com/?p=5275 O assunto do momento nos EUA é, sem dúvidas, o tal do Obamacare! Vocês já devem ter visto nos noticiários internacionais dos últimos dias que o Senado Americano está a todo vapor com as discussões [...]

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O assunto do momento nos EUA é, sem dúvidas, o tal do Obamacare! Vocês já devem ter visto nos noticiários internacionais dos últimos dias que o Senado Americano está a todo vapor com as discussões sobre essa reforma da saúde implantada no governo do Barack Obama.

– O Obamacare cai ou não cai? Eis a questão!

Será o fim do Obamacare?
Será o fim do Obamacare?

E parece que os bons ventos não estão soprando mesmo para o lado do atual presidente, Donald Trump. Nessa queda de braços, ele sofreu mais uma derrota essa semana. O Senado dos EUA rejeitou o segundo projeto para revogar o Obamacare. -É, ainda não foi dessa vez.

Nós não vamos ficar de fora do assunto que tanto divide opiniões, certo? -VisiteSeattle também é “notícia da atualidade”!!! 😊 Até porque, muito nos interessa saber se o fim do Obamacare tem algum impacto na visita do turista aos EUA. -Será que tem?

O que é o Obamacare?

Antes de qualquer coisa, um breve (muito breve) resumo sobre o Obamacare, só para nos situar um pouco. Longe (bem longe) de esgotar o assunto. Nem me atrevo a tanto!

A lei federal americana Affordable Care Act (ACA ou Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente) foi criada para garantir que todos os norte-americanos tenham acesso a um seguro de saúde. Foi sancionada pelo governo Obama em março de 2010 e entrou em vigor definitivamente em janeiro de 2014. Logo ficou conhecida por “Obamacare”.

Nos EUA não há sistema de saúde pública como o que conhecemos por aqui. O que há são planos privados que nem todo mundo consegue pagar (veja saúde nos EUA). A ideia da reforma na saúde feita pelo Obama era diminuir as barreiras de entrada desses planos de saúde.

Foi criada para resolver a falta de cobertura que afetava cerca de 15% da população (mais de 40 milhões de pessoas).

Não vou entrar em detalhes (não cabe aqui), mas de uma forma geral, a reforma tornou o seguro saúde obrigatório para os cidadãos americanos e implantou uma série de medidas (nas regras das seguradoras, dos programas federais e das empresas privadas) para expandir os planos de seguros públicos e privados para uma maior parcela da população.

Pela lei, todo mundo que vive nos EUA é obrigado a comprar algum tipo de seguro saúde, sob pena de multa. E para ajudar o cidadão de baixa renda, a lei concede subsídios estatais.

Mas qual o problema do Obamacare?

O problema é que a reforma não saiu como o previsto e não alcançou todo mundo que se esperava. Fato é que, mesmo depois de sua completa implantação, estima-se que mais de 30 milhões de pessoas ainda ficaram de fora, sem seguro saúde.

Dentre outras razões, a mais grave é que, mesmo com a multa, o número de pessoas que “embarcou” nos seguros subsidiados pelo Estado não é nem metade do esperado pelo Obamacare. Elas preferem esperar ficar doentes para aderir ao plano, já que uma das medidas obriga as seguradoras a aceitarem pessoas com doenças preexistentes.

Assim, a conta econômica não fecha!

O raciocínio era simples: se todo mundo tiver um seguro saúde, os prêmios fixos pagos por pessoas jovens e saudáveis compensarão os custos adicionais associados aos cidadãos mais caros. Como faz, então, se os números não chegam ao esperado?

Simples também! Os prêmios do seguro saúde sobem! Impacto direto no bolso do cidadão. Isso sem falar no aumento de custos das empresas privadas, na resistência das seguradoras, na guerra com os republicanos e na “rejeição” de uma parcela da população.

Vira uma bola de neve, que, no fim, impacta os custos da saúde como um todo (para governo, seguradoras, empresas e cidadãos). Custos esses, que sempre foram altos nos EUA (um dos mais altos do mundo). Agora então…  -Que problemão!!! Como resolver?

Como resolver o problema dos custos do Obamacare?
Como resolver o problema dos custos do Obamacare?

Uma promessa de campanha

A promessa: revogação e substituição do Obamacare!!!

Essa foi uma das propostas que Donald Trump mais enfatizou durante sua campanha presidencial. Chegou, inclusive, a afirmar que o faria nos primeiros 100 dias do mandato.

-Mas parece que não foi bem assim, né?

Os republicanos são totalmente contra a lei sanitária; alegam que ela impõe custos elevados às empresas e uma intromissão indesejada do Estado nos assuntos privados e individuais. Para Trump “o melhor programa social será sempre um emprego”! Com emprego a pessoa tem condições de pagar por suas despesas com saúde.

E a reforma “Trumpcare”? O que vem a ser?

A proposta de Trump para a área da saúde vem sendo chamada de “Trumpcare” (não me diga? 😁). Não se sabe muita coisa sobre ela. Até então, nada muito concreto.

O que se sabe é que Trump prometeu implementar um sistema onde o seguro médico não seja obrigatório, e que siga os “princípios do mercado livre“. Para ele, o Governo não tem que dizer ao cidadão “como se deve gastar o dinheiro”. É esperado também que os subsídios federais para pessoas de baixa renda sejam consideravelmente reduzidos.

Além disso, parece que o “tom taxativo” de campanha do candidato, contra o Obamacare, andou ganhando ares mais suaves e uma certa “aderência” do presidente eleito. Pelo menos no que diz respeito a dois de seus pontos fortes, que ele já afirmou tentará manter:

  • As seguradoras são proibidas de recusar planos de saúde a pessoas com histórico de doenças preexistentes.
  • Os pais podem estender a cobertura do seu seguro saúde aos filhos por mais anos.

Donald Trump pode revogar o Obamacare?

Não! Pelo menos, não sozinho. Ele precisa do apoio do Congresso Americano.

A guerra do Obamacare entre Republicanos e Democratas no Congresso é antiga. Desde que foi aprovada e assinada pela Casa Branca (março de 2010), os Republicanos tentam revogar a lei sem sucesso. Mas e agora? O que mudou? Além da pressão do atual presidente (claro!)?

Simples! Hoje, a maioria do Congresso é republicana!

-Ops! Então agora a revogação sai, né?

Não é tão simples assim. Apesar dos republicanos terem maioria no Senado, alguns senadores do partido são contra as alternativas para substituição do Obamacare apresentadas até então. As propostas acabam com planos de saúde para milhões de norte-americanos.

Não sei o número certo, mas alguns levantamentos falam em 22 milhões em 10 anos, outros em 32 milhões em 10 anos e ainda há os que falam em 18 milhões só no primeiro ano. Fato é que serão milhões de americanos sem seguro saúde com o fim do Obamacare.

-É muita gente! Sendo que as pessoas mais pobres (de baixa renda) são as mais afetadas pelos cortes.

Como resolver sem impactar tanta gente?

Difícil, né?

Uma coisa é certa, essa queda de braços ainda vai longe. O assunto saúde nos EUA não é nada simples, e sempre que algum presidente tenta mexer nesse terreno dá um “enrosco” danado.

Haja vista a divisão de opinião que o Obamacare gera entre os próprios cidadãos americanos, desde sua criação. E a tentativa frustrada do governo Clinton nos anos 90 (idealizada pela primeira-dama, Hillary), que propunha uma reforma de saúde universal para todos, e que não teve apoio popular.

A ideia do “controle do Estado sobre a vida das pessoas” é mesmo “rejeitada” pela maioria das pessoas da terra do tio SAM!

-E você? O que acha? Será que o “Trumpcare” vinga ou não vinga?

Aguardaremos cenas dos próximos capítulos. Mas, enquanto isso, ficamos de olho… 👀 👀 👀

O que o turista tem com essa discussão toda?

Será que o Obamacare afeta o turista nos EUA?
Será que o Obamacare afeta o turista nos EUA?

Então, tanto blá blá blá para que? O que nós temos com isso? Afinal, não moro nos EUA.

Ok, isso é fato. Mas será que o fim do Obamacare traz alguma mudança para o turista visitando os EUA? Afinal, adoro viajar para os EUA (eu, Luciana, pelo menos, adoro!). E também penso em mudar para lá um dia. Mas isso é outra história…

Vamos raciocinar juntos? 🤔

1º) Saúde nos EUA custa muito caro!

Os EUA possuem um dos maiores custos de assistência médica e hospitalar em todo o mundo.

Segundo dados mais recentes da Kaiser Family Foundation, organização norte-americana sem fins lucrativos especialista em pesquisa sobre saúde, em 2014 o custo médio diário de uma internação hospitalar no país foi de $2.212.

Se você precisar de atendimento numa emergência hospitalar (uma alergia, uma dor de ouvido, um braço quebrado, dores no peito, queimadura), pode facilmente precisar entre $150 e $3.000. Depende da severidade da condição e dos exames de diagnóstico e tratamento que serão executados. Mas pode chegar a $20.000, quando são necessários cuidados especiais ou procedimento cirúrgico.

Isso sem falar nos honorários médicos! E os custos de uma cirurgia particular? Aí sim, são mais caros ainda!

Resumindo: saúde nos EUA, em qualquer instância, custa caríssimo!

A pergunta é: será que, com o fim do Obamacare, esses custos diminuem? Bem, talvez sim! Muito embora eu pessoalmente não acredite nisso. Tem muito tempo que os EUA são um dos países mais caros do mundo na saúde. E ainda que os custos diminuam, implantar qualquer reforma na saúde leva tempo e custa caro. O efeito nos custos não se dará da noite para o dia! Serão anos e anos.

Será que o fim do Obamacare diminui os custos com a saúde nos EUA?
Será que o fim do Obamacare diminui os custos com a saúde nos EUA?

2º) Visitante nos EUA não tem atendimento médico gratuito

Se você é um turista em visita aos EUA e precisa de algum atendimento médico, não tem direito à atendimento público gratuito nem é elegível aos seguros saúde subsidiados do Obamacare.

Mesmo que você precise de um atendimento médico de emergência, em virtude de um acidente, por exemplo, o atendimento só será realizado se você pagar por ele.

Isso significa que um visitante nos EUA tem que arcar com seus custos médicos e hospitalares, caso precise. Ou seja, numa viagem aos EUA, você está por sua conta e risco 😟!!!

Se é assim com o Obamacare, imagina se o atual presidente (“americano da gema” que é 🇺🇸) conseguir implementar o “Trumpcare”. O turista nos EUA continuará “fritinho da silva”!

Portanto, aqui, acredito que nada muda com o fim do Obamacare. A lei sanitária não se aplica a turistas nos EUA.

3º) Seguro viagem NÃO é obrigatório nos EUA

O seguro viagem NÃO é OBRIGATÓRIO para visitantes em viagem pelos EUA. Isso significa que um turista pode ir aos EUA sem qualquer tipo de cobertura médica. O que, na minha opinião, é um ato de coragem. 💪 -Se você é um deles, uau! Corajoso!!! Ou então, não tem problemas de orçamento.

Também aqui, nada muda com o fim do Obamacare. Essa regulamentação tem muito mais a ver com o Departamento de Segurança dos EUA, que controla a entrada no país, do que com o Sistema de Saúde.

Imagina o transtorno que pode ser ficar doente ou se acidentar numa viagem aos EUA? Uma dor de ouvido, uma alergia, um corte que precisa de sutura ou um braço quebrado pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento. Com um seguro viagem você fica tranquilo e tem assistência caso se acidente ou fique doente.

Portanto, embora não obrigatório, eu recomendo fortemente que você faça um seguro viagem quando for aos EUA! Essa é uma recomendação, inclusive, do Departamento de Estado dos EUA. Mas, cada cabeça, sua sentença. A “necessidade” do seguro viagem também não muda com o fim do Obamacare.

Minha conclusão

Até então, nada indica que mudanças ou o fim do Obamacare tenha impacto no turista em visita aos EUA, uma vez que eles não são cidadãos americanos e a lei só afeta residentes.

No extremo, sentiremos alteração no valor do seguro viagem. Isso, se houver, e quando houver, mudanças no Obamacare e implantação de uma nova reforma na saúde americana. Até lá, pode continuar curtindo suas viagens aos EUA, não esquecendo do seguro viagem internacional, claro!

Fiz um material bem legal e detalhado sobre seguro viagem para os EUA (e-book tudo sobre seguro viagem nos EUA). Tem muitas dicas legais. Corre lá e baixe gratuitamente o seu, vale a pena!

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Vinho Liebfraumilch: a “mancha negra” da garrafa azul no passado do Riesling https://visiteseattle.com/vinho-liebfraumilch/ https://visiteseattle.com/vinho-liebfraumilch/#comments Tue, 07 Feb 2017 20:54:29 +0000 http://visiteseattle.com/?p=4325 Estava eu escrevendo o post anterior sobre a vinícola Chateau Ste. Michelle, quando me deparo com a história do vinho Liebfraumilch! Quem não lembra daquele vinho branco alemão doce que vinha numa garrafa azul? Se [...]

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Estava eu escrevendo o post anterior sobre a vinícola Chateau Ste. Michelle, quando me deparo com a história do vinho Liebfraumilch! Quem não lembra daquele vinho branco alemão doce que vinha numa garrafa azul? Se você tem por volta dos 40 anos, com certeza vai lembrar.

Na mesma hora pensei: essa dá uma bela história no mais tradicional estilo mocinho e bandido! Afinal, o vinho Liebfraumilch foi o responsável pela “mancha negra” na reputação do vinho Riesling!

Vinho Liebfraumilch: a “mancha negra” da garrafa azul
Vinho Liebfraumilch: a “mancha negra” da garrafa azul

Digamos que o vinho Riesling é o herói da história e o vinho Liebfraumilch sua versão vilã!

O herói: vinho Riesling

Era uma vez a uva Riesling, uma das mais expressivas uvas brancas do mundo, originária do vale do Reno, na Alemanha, e da Alsácia, na França. Tornou-se rainha dos vinhedos alemães a longa data…

A história começa, portanto, no país responsável pelo nosso “Mineiraço“, derrota sofrida pela Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 2014, o nosso famoso 7 x 1. -Quem lembra??? Ou melhor, quem não lembra?

Mas é melhor voltar a história do vinho…

A Alemanha cultiva mais Riesling do que qualquer outro país no mundo, e essa uva reina em suas principais regiões viníferas, incluindo as regiões de Mosel, Rheingau e Pfalz.

vinho Riesling é sinônimo de vinho alemão!

Características do Riesling

Riesling é uma uva branca, de grande concentração aromática e fácil de ser cultivada. Seu melhor desenvolvimento ocorre em regiões com clima moderado mais frio e com bastante incidência de luz solar.

Vinhedo da Riesling
Vinhedo da Riesling

O ideal é que não passem por período de envelhecimento em madeira pois o carvalho pode “roubar” seus aromas primários. É capaz de produzir vinhos brancos de ótima qualidade, com aromas finos e elegantes, sabor fresco e com níveis alcoólicos relativamente baixos.

Os vinhos Riesling têm duas características marcantes:

1) um intenso aroma frutado que o torna um dos vinhos mais aromáticos do mundo.

2) alta acidez, quase ao nível de um suco de frutas como limonada.

Embora tradicionalmente doce, atualmente é possível encontrar muitos vinhos secos de excelente qualidade feitos com essa uva.

Do surgimento à derrocada do Riesling

A uva Riesling tem uma longa história. Tem registros datados desde o século XV, sendo o primeiro deles encontrado num armazém de uma pequena cidade alemã chamada Rüsselsheim, em que a uva chamava Rießlingen. Seu nome atual, Riesling, foi documentado pela primeira vez em 1552.

Nos séculos XVIII e XIX, os vinhos Riesling eram excelentes e reconhecidos mundialmente, mas o século XX (tempos de guerra) trouxe muitos prejuízos para a vinicultura alemã, que atingiu o auge de seu “fracasso” entre as décadas de 1960 e 1990 com a produção de vinhos doces e leves para exportação, como os da “garrafa azul”.

Eis que entra em cena o “vilão” de nossa história!

O vilão: vinho Liebfraumilch

O “vilão” da história é um vinho branco suave, fabricado com a uva Riesling de diversas regiões alemães, inclusive as produtoras de vinhos brancos de qualidade, como Rheingau, Mosel e Pfalz.

Seu nome é difícil de soletrar: Liebfraumilch! -Haja consoante!

Popularmente é traduzido como o “leite da mulher amada”, mas sua tradução correta seria “monge de Nossa Senhora” (repare nos desenhos religiosos do rótulo!), e seus vinhedos originários ficam nas proximidades da igreja Liebfrauenstift Church.

Características do Liebfraumilch

  • Tipo: suave
  • Cor: amarelo palha com reflexos dourados
  • Aroma: lembra frutas cítricas, maracujá e maçã
  • Paladar: adocicado, aromático com acidez equilibrada
  • Graduação alcoólica: 9,5%

A praga da garrafa azul!

Vinho Liebfraumilch da garrafa azul
Vinho Liebfraumilch da garrafa azul

Tudo começou no Brasil por volta dos anos 1970. O importador brasileiro Otávio Piva de Albuquerque, dono da Expand, convenceu o fabricante alemão do vinho, Josef Friederich, a comercializá-lo no Brasil com as tais “garrafas azuis” e a um preço acessível.

A ideia da cor azul era para destacar o vinho Liebfraumilch nas prateleiras das lojas e facilitar sua identificação.

Ele tinha razão. A estratégia foi um sucesso e a praga da “garrafa azul” tomou conta dos salões de festa de todo o país!

Pois bem, vou denunciar minha idade: eu bem que lembro! A tal da garrafa azul foi febre por aqui nas décadas de 1980 e 1990, e estava em todas as festas de formatura e casamento que fui!

Qualquer um que já consumia bebida alcoólica (ou que convivia com alguém que bebia), com certeza conheceu o vinho Liebfraumilch. Muitos até iniciaram o contato com a bebida através dele. -Sedutor como um belo vilão tem que ser!

Especialistas dizem que o vinho Liebfraumilch inaugurou uma nova era dos vinhos no Brasil, marcou uma geração e mudou totalmente o mercado nacional de vinhos.

Na década de 1980 cerca de 60% do vinho importado pelo Brasil vinha nas garrafas azuis alemães. E quando o governo Fernando Collor de Melo abriu as importações para o Brasil no início dos anos 1990, é que a praga da “garrafa azul” tomou conta do país mesmo. Entre 1997 e 1998 o vinho Liebfraumilch era o vinho importado mais vendido no Brasil!

O “vinho da garrafa azul” grudou feito “chiclete”

Além de estar em todo lugar, vamos combinar: o nome Liebfraumilch é muito difícil de pronunciar! Muito mais fácil pedir pelo vinho da garrafa azul do que pelo vinho Liebfraumilch. E foi assim que o “danado” foi conhecido por muito tempo.

Voltando aos fatos…

Aos poucos o consumidor brasileiro foi amadurecendo e percebeu que o “vinho da garrafa azul” era de qualidade meio duvidosa, e começou a procurar por rótulos mais “finos”.

Assim, seu sucesso durou pouco… Mas, infelizmente o “efeito Liebfraumilch” durou e foi catastrófico para os vinhos alemães…

O “efeito Liebfraumilch”

Por ser um vinho branco acessível (“barato”), sem muita personalidade (de qualidade duvidosa) e extremamente açucarado (que dava uma baita dor de cabeça no dia seguinte), o Liebfraumilch foi o grande responsável pela dificuldade dos últimos anos de se aceitar novamente a Alemanha como produtora de vinhos de qualidade e pelo mito de que o vinho Riesling é ruim.

-Há quem diga que o Liebfraumilch foi o “grande erro” alemão!

O trauma da garrafa azul foi tão grande que durante muito tempo, mesmo gostando do vinho Riesling, as pessoas tinham “vergonha” de assumir que gostavam. Era só falar de vinho alemão que as pessoas torciam o nariz. Não duvido nada que o mito “vinho branco é para as mulheres” tenha surgido daqui…

Fato é que o consumidor associou o Liebfraumilch a todos os vinhos produzidos na Alemanha e criou uma “barreira” ao vinho germânico. O vinho alemão passou a ser sinônimo de produto barato e de qualidade discutível.

Segundo especialistas, uma tremenda injustiça! A Riesling é a casta alemã mais famosa e muitos especialistas a consideram a melhor cepa branca do mundo.

Uva Riesling
Uva Riesling

A volta por cima do vinho Riesling

Felizmente, como em toda boa história, o mocinho vence o bandido!

O mal-entendido foi resolvido e o vinho Riesling ressurgiu como um excelente vinho, apreciado por conhecedores e sommeliers. Atualmente não sofre mais os efeitos ruins dessa mancha negra em sua reputação!

Os alemães deram a volta por cima e voltaram ao mercado com vinhos de altíssima qualidade. E o vinho Riesling tem “recrutado” novos e fortes produtores; vem ganhando destaque cada vez maior nos EUA e também na Austrália e Nova Zelândia.

Daí voltamos ao início do post, quando falei porque cheguei nessa história. A vinícola Chateau Ste. Michelle (pertinho de Seattle, WA – EUA) é uma das responsáveis pelo renascimento global do Riesling! Sua parceria com o alemão Ernst Loosen vem se destacando mundialmente com a produção de um extraordinário Riesling (Eroica).

Finalmente, a “mancha negra” do vinho Liebfraumilch ficou no passado!

Vinha Riesling do Columbia Valley, WA - EUA (fonte: Pacific Rim Winemakers)
Vinha Riesling do Columbia Valley, WA – EUA (fonte: Pacific Rim Winemakers)

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Post número 100: vamos comemorar voltando as origens? https://visiteseattle.com/post-numero-100/ https://visiteseattle.com/post-numero-100/#comments Tue, 17 Jan 2017 18:13:57 +0000 http://visiteseattle.com/?p=4207 Chegamos ao post número 100! -Viva!!! Vou estourar o champanhe agorinha mesmo!!! Pouco mais de 1 ano no ar e com 5 Mil visitas por mês alcançamos o centésimo post! Fico muito feliz e gostaria [...]

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Chegamos ao post número 100! -Viva!!! Vou estourar o champanhe agorinha mesmo!!!

Um brinde ao post número 100!
Um brinde ao post número 100!

Pouco mais de 1 ano no ar e com 5 Mil visitas por mês alcançamos o centésimo post! Fico muito feliz e gostaria de compartilhar minha alegria com vocês. Acreditem, esse é um marco que merece uma comemoração especial. Por isso, além de registrar a comemoração (claro!), vou voltar a fita um pouco e contar para vocês como tudo começou.

Mas antes, vou dizer uma coisa, viu! Parece fácil, mas não é! É prazeroso, sim, isso é! Mas que dá trabalho, ah isso dá! Acontece que eu adoro escrever sobre Seattle, daí acaba que nem senti o tempo (e os artigos) passarem.

Lá atrás eu nem imaginaria que alcançaria esse marco. Pois bem! Aqui estamos no post número 100!

Como tudo começou… até chegar no post número 100

Para quem me conheceu no ambiente de trabalho a um tempo atrás parece meio impossível que eu tenha um blog. -Gente, eu falei um blog, de viagem ainda por cima ( 😯 😯 😯 isso são carinhas de surpresa!!!).

De fato, alguns poucos anos atrás também não passaria pela minha cabeça algo desse tipo. Jamais!

E claro, as coisas não aconteceram de uma hora para outra. Tipo, dá um estalo e pimba, aconteceu! Longe disso… Foi todo um processo que vou contar agora para vocês.

Por que tanta surpresa com a mudança em minha vida?

Natural de Recife/PE, sou formada em Engenharia Civil pela UFPE e tenho Mestrado em Geotecnia pela COPPE – UFRJ. Sempre fui boa aluna e sempre tive perfil para ciências exatas; desde que me entendo por gente.

Na escola minhas disciplinas preferidas eram física e matemática e sempre tive boas notas. Fiz a faculdade de engenharia nos 5 anos normais do curso. Uhu! Não sei hoje, mas, na minha época, era um curso bem difícil e com alto grau de desistência! 👏👏👏 (não, não estou me gabando; é só para vocês me conhecerem um pouco mais).

Comecei minha vida profissional como engenheira, e trabalhei a maior parte dela em uma grande operadora de telecomunicação com auditoria e controle. A palavra “processo” está na minha veia… Metódica, detalhista, organizada, controlada, certinha, tudo preto no branco, tímida, enfim…

Sabe o quadrante VERDE do teste de dominância cerebral de Ned Herrmann? Cabe como uma luva na minha personalidade. Para completar, ainda tenho dificuldade de me expressar em público. -Até hoje!

Aqui cabe um anexo…

Dominância Cerebral - Ned Herrmann
A teoria de Ned Herrmann classifica os estilos de pensamento em relação ao lado do cérebro dominante. Pessoas dominadas pelo lado esquerdo são descritas como analíticas, lógicas e sequenciais. As dominadas pelo lado direito são mais intuitivas, baseadas em valores e não-lineares.

Segundo Ned Herrmann, as pessoas têm quatro estilos comportamentais básicos e que em geral, existe a predominância de um deles em cada pessoa, apesar de todos terem um pouco de cada. O estilo predominante influencia a forma de pensamento e o comportamento das pessoas no seu dia-a-dia.

Estilos Comportamentais Básicos – Dominância Cerebral de Ned Herrmann (Fonte: Ned Herrmann Group)
Estilos Comportamentais Básicos – Dominância Cerebral de Ned Herrmann (Fonte: Ned Herrmann Group)

-Sacou o drama???

Pois bem! Fui casar com uma pessoa totalmente contrária, totalmente AMARELINHO! -Sabe aquele ditado: “os opostos se atraem”? Se encaixa perfeitamente no meu caso com o Fernando.

Agora aos fatos: quando tudo começou a mudar

Sempre pensei em sair de Recife, mas Belo Horizonte, não tinha sequer vontade de conhecer! Mas como o mundo dá voltas, acabei casando com um “mineirinho” e vim parar por essas bandas, uai!

Trabalhávamos e nos conhecemos no Rio de Janeiro, mas depois de casados, mudamos para BH! Fernando veio empreender por aqui! Abriu uma empresa e eu continuei trabalhando na tal operadora de telecomunicação, mas agora, em BH.

Até que 2 anos depois chegou o maior presente de nossas vidas, nossos filhos gêmeos, Arthur e Gabriel.

-Bem, aí não preciso nem falar né? Tudo muda! 🍼🍼🍼🍼🍼🍼🍼

Planejamos a gravidez, só não sabíamos da grata surpresa dos gêmeos. Só me vinha na cabeça: “meu Deus, como vou dar conta de 2 filhos de uma vez sem a minha mãe por perto?”. Passado o susto, a vida se encarregou de colocar tudo no trilho, e graças a Deus sobrevivemos!

Mas começou a ficar difícil conciliar trabalho batendo ponto e ter dois bebês para cuidar (longe da minha mãe)… Acabei saindo da operadora de telecomunicação e fui trabalhar na empresa com meu marido e seu sócio, num horário mais flexível.

A ideia do blog sobre Seattle 💡 💡 💡

Tudo ia bem, mas “VERDINHA” como sou, fui me envolvendo cada vez mais com a empresa e chegou uma hora que já trabalhava mais do que antes. A ideia de “horário mais flexível” já era balela… Juntando isso à crise no país, que se agravou em 2014, era chegada a hora de tomar uma decisão mais radical.

Eu precisava de um trabalho que pudesse fazer de casa mesmo, e com horário totalmente flexível para poder dedicar tempo aos meninos. Começamos (eu e Fernando) a analisar as opções.

Voltar a ser empregada numa grande empresa, com ponto e tudo mais, sem chance! O negócio era continuar empreendendo mesmo. O ideal é que fosse uma coisa web para aproveitar o expertise de Fernando nesse segmento e dar a flexibilidade que eu queria.

Pensamos em vários negócios até que no segundo semestre de 2014 fiz uma viagem com Fernando para Londres e usei o site do Londres para principiantes para pegar todas as dicas da cidade. Adorei o site e, conversa vai, conversa vem…

-Vamos fazer um site com todas as dicas sobre Seattle escrito em português.

O projeto era perfeito! Teria total flexibilidade de horário, trabalharia de casa ou qualquer lugar com internet (é tudo web), trabalharia com marketing de conteúdo (onda do momento, especialidade do Fernando) e só dependeria de mim (e dele) para acontecer!

Mas por que Seattle?

Simples!

  • Meu irmão mora lá a mais de 16 anos com a família (esposa e 3 sobrinhos)
  • Eu conheço muito bem o lugar (sempre passo férias por lá desde então)
  • Sou apaixonada pela região e pela cidade de Seattle
  • Sempre tive dificuldades em achar informação sobre Seattle na internet escrita em português
  • Temos planos de nos mudar para lá em breve
Post número 100: Seattle!
Post número 100: Seattle!

Definido o projeto, mãos à obra!

Depois de decidir o projeto, veio a etapa de execução.

Indo na contramão de toda minha formação, tive que começar a escrever para web! Meu Deus, que desafio! -Euzinha (totalmente VERDINHA) escrevendo e editando textos para internet!

Não me fiz de rogada; li muito e fiz muitos cursos sobre marketing digital, marketing de conteúdo, SEO e tudo mais. Sempre com a ajuda e orientação do maridão, claro!

E sabe do que mais? Descobri que ser um redator web tem muito mais a ver comigo (totalmente VERDINHA!) do que eu poderia imaginar. Descobri também que manter um blog como esse dá trabalho. -E como dá!!! E não é só o trabalho de redação não, esse eu tirei de letra. Mas o trabalho técnico para manter o site… Bem, esse eu não conseguiria sem o marido!!!

Dito isto, é trabalhoso, mas é prazeroso!

E o mais legal de ter chegado ao post número 100…

… é o reconhecimento de vocês. Cada pessoa que pede alguma dica ou dá algum feedback contribui para o crescimento do blog. Cada comentário que recebo é muito legal. E os elogios então! Nossa, fico mega feliz! Mais ainda, em poder ajudar com dicas em português sobre Seattle.

Que venham mais 100 posts para comemorar… 🎉🎉🎉

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Gingerbread House, a casinha de biscoito do natal nos EUA https://visiteseattle.com/gingerbread-house/ https://visiteseattle.com/gingerbread-house/#respond Wed, 14 Dec 2016 17:50:46 +0000 http://visiteseattle.com/?p=4009 Dezembro chegou! E junto com ele, a magia e costumes que envolvem o natal… Fui apresentada a uma tradição natalina, bem a cara dos EUA, no natal que passei em Seattle em 2013; a gingerbread [...]

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Dezembro chegou! E junto com ele, a magia e costumes que envolvem o natal… Fui apresentada a uma tradição natalina, bem a cara dos EUA, no natal que passei em Seattle em 2013; a gingerbread house. Adorei a ideia da casinha de biscoito como decoração de natal, e as crianças mais ainda.

Imagina uma casinha que parece de boneca, feita de biscoito (parecido com biscoito de maisena mais moreninho), toda enfeitada com balas e doces coloridos… Essa é a gingerbread house, a famosa casinha de biscoito de gengibre tão popular na decoração de natal em Seattle e nos EUA!

Gingerbread House
Gingerbread House

Do que é feita a gingerbread house?

Na realidade, ela é feita de pão de gengibre, super duro, que mais parece um biscoito. Contém especiarias como canela, cravo, nós-moscada e cardamomo (planta da família do gengibre), além de gengibre (claro!). É adoçada com açúcar mascavo, melado de cana, mel ou maple syrup.

A decoração é feita de guloseimas como balas, caramelo, confeito, doces e um glacê feito chantilly.

É comestível, mas não dá vontade de comer. É tão bonitinha montada que a maioria das pessoas a usam mesmo só como decoração. Até porque já me falaram que não é gostosa (meio como se não tivesse gosto de nada). Mas eu mesma não tive vontade de experimentar.

Já como decoração elas ficam lindas! Além das casas, shoppings, lojas e hotéis entram no clima e usam as tais casinhas em suas decorações e vitrines. Os americanos já gostam de enfeites e penduricalhos, imagina o que fazem com essas casinhas…

Origem da gingerbread house

A história da gingerbread house é bem legal. De certo modo lhe será familiar…

Historiadores dizem que o gengibre tem sido usado no tempero de alimentos e bebidas desde a antiguidade, e que o pão de gengibre veio do pão de mel da Roma Antiga. Acredita-se que o gingerbread tenha sido cozido na Europa no final do século 11.

Vem sendo moldado de diferentes formas ao longo dos anos, desde formas mais simples como estrelas e corações, até esculturas religiosas e outras figuras mais elaboradas (quase obras de arte).

A forma de casa veio da Alemanha no início do século 19, inspirada na estória infantil de João e Maria. Sabe aquela estória em que duas crianças abandonadas na floresta encontram uma casa comestível feita de guloseimas? Pois bem, foi essa casa de doces de João e Maria a “musa inspiradora” para a gingerbread house.

Depois que o conto dos irmãos Grimm foi publicado, padeiros alemães começaram a assar essas casas de pão de gengibre ornamentadas com doces, e elas tornaram-se popular no natal.

As casinhas de pão de gengibre (“lebkuchenhaus” em alemão) vieram para América com os imigrantes alemães durante a colonização. Eis que começou a tradição nos EUA.

Os kits de gingerbread house para decorar sua casa

O mais legal que achei dessa tradição é que você pode comprar kits para montar e decorar em casa com as crianças. Elas adoram a farra e se encantam com as casinhas coloridas.

Em nosso natal em Seattle, os meninos ficaram fascinados com a atividade de montar e decorar a casinha na véspera de natal. Os olhinhos brilhavam!

Os kits são vendidos em casas de artesanato, decoração, supermercados e até na Amazon. Podem vir já pré-montadas só para decorar, ou então em pedaços de gingerbread na forma de paredes e telhados (com janelas e portas, inclusive) para serem montados.

Um glacê (icing) funciona como cola, tanto para montar quanto para fixar os doces e balas que fazem parte da decoração. Uma bisnaga ajuda na aplicação do glacê. Vem tudo junto no kit.

Colar os doces coloridos foi o ponto alto da brincadeira para as crianças. O toque final e o acabamento ficaram por conta do meu irmão, Alexandre. Metódico que só ele, o resultado ficou uma verdadeira obra de arte! Vejam na foto abaixo. -Fala a verdade; ficou linda não foi?

Gingerbread house do natal de 2013 em Seattle - ANTES da decoração Foto da Gingerbread house do natal de 2013 em Seattle - DURANTE a decoração.
Foto da Gingerbread house do natal de 2013 em Seattle - DEPOIS da decoração.
Foto da Gingerbread house do natal de 2013 em Seattle – DEPOIS da decoração.

Reunir toda a família em torno da mesa para fazer a gingerbread house foi uma delícia; é uma tradição bem divertida no natal! Adorei a experiência.

No Brasil, algumas pessoas já até conhecem a gingerbread house, mas você não encontra os kits para comprar. Eu, pelo menos, nunca vi. O mais próximo que vi são moldes para fazer casinhas de chocolate. -Uma pena!

Gingerbread House Guinness World Records

A tradição é tão levada a sério que os americanos extrapolam as pequenas casinhas para tamanhos surreais… Maquetes, casas em tamanho real e até uma aldeia inteira feitas de gingerbread comestível!

Hoje, o recorde mundial de maior casa de pão de gengibre é o de uma gingerbread house construída na cidade de Bryan, Texas, em 2013. A casa tinha inacreditáveis 1.110 m3 de volume interno, 234 m2 de área, conseguia abrigar uma família de 5 pessoas e teve valor calórico estimado em mais de 35 milhões de calorias-Surreal!

Já o recorde de maior aldeia, feita inteirinha com gingerbread, cabe a uma village feita em Nova Iorque pelo chef americano Jon Lovitch, com 135 residências e 22 edifícios comerciais. -Inacreditável, não? Comestível ainda por cima… Afinal este é o requisito necessário para ser registrada como gingerbread house no Guinness.

Quem não conhece a estória de João e Maria?

O conto Hänsel und Gretel
Hänsel und Gretel (João e Maria no Brasil) é um conto de fadas de origem alemã, registrado pelos irmãos Grimm e publicado em 1812.

A estória, tal qual a conhecemos hoje, narra as aventuras de dois irmãos, João e Maria, abandonados numa floresta pelo pai e madrasta. Os tempos eram difíceis e por causa da fome a madrasta convence o pai lenhador a abandonar os filhos na floresta, afinal, seriam menos 2 bocas para alimentar.

As crianças se perdem mas acabam encontrando uma casa feita de bolos e doces comestíveis; uma tentação para quem já estava cansado e faminto! Eles começam a comer pedaços da casa quando de dentro sai uma velhinha que os convida a entrar.

Eis que a suposta benfeitora é uma bruxa que decorou a casa com guloseimas para atrair crianças como João e Maria para comê-las.

A bruxa prende João numa gaiola para engordá-lo até a hora de cozinhá-lo, e faz de Maria sua escrava. Mas as crianças são espertas e conseguem fugir. Não sem antes prender a bruxa no forno e achar um tesouro escondido por ela.

João e Maria voltam para casa com o tesouro e encontram seu pai mais uma vez viúvo; a madrasta havia morrido, e a família, agora rica, vive feliz para sempre…

Bem, essa estória você já deve conhecer, certo? Faz parte da infância de toda criança!

Mas você sabia que a estória original não é bem assim?

Na versão do conto dos irmãos Grimm, a mulher do lenhador é a mãe biológica das crianças e os dois, pai e mãe, têm a ideia de abandoná-los. Nas edições posteriores, a mulher tornou-se madrasta das crianças e o lenhador se opõe à ideia de abandonar os filhos.

A mudança veio para suavizar a violência contra as crianças e a repulsa sobre a ideia de que pais sejam capazes de fazer isso a seus próprios filhos.

Já o fato de que a mãe ou madrasta morrem quando as crianças matam a bruxa sugere que a mãe ou madrasta e a bruxa sejam a mesma mulher, ou que, pelo menos, tenham personalidades fortemente relacionadas.

A versão original tinha o intuito de mostrar a dureza da vida na Idade Média; mostrar que devido à fome e à escassez de comida, o abandono e homicídio infantil (e até mesmo o canibalismo) eram uma prática comum na época.

Reparem na preocupação pela comida das cenas; a mãe ou madrasta colocam as crianças em perigo para evitar a fome, a bruxa tem a casa feita de comida e seu desejo é o de comer as crianças.

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Por que o Seattle Grace Hospital é uma “estrela” de Grey’s Anatomy? https://visiteseattle.com/seattle-grace-hospital/ https://visiteseattle.com/seattle-grace-hospital/#comments Sat, 17 Sep 2016 02:22:10 +0000 http://visiteseattle.com/?p=3701 O Seattle Grace Hospital é o hospital fictício onde acontece a série de TV norte americana Grey’s Anatomy. É o seu cenário principal, onde todas as estórias se desenvolvem. Para os fãs do drama médico [...]

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O Seattle Grace Hospital é o hospital fictício onde acontece a série de TV norte americana Grey’s Anatomy. É o seu cenário principal, onde todas as estórias se desenvolvem.

Seattle Grace Hospital
Seattle Grace Hospital

Para os fãs do drama médico dispensa qualquer apresentação! É “bem dizer” um personagem da trama, uma verdadeira estrela. Os médicos e residentes vão e vem, mas o Seattle Grace Hospital aparece em todos os episódios.

Eu, como verdadeira apaixonada pela série (já estou reprisando toda ela pela 2ª vez), não poderia deixar de dedicar um post exclusivo a esse protagonista. Afinal, é tanta coisa que acontece dentro daquelas paredes…

Ah! Antes que eu esqueça, não quero ser “estraga-prazeres” e tenho que avisar: o texto abaixo contém Spoiler. Portanto, se ainda não viu todos os episódios da série, e não quer ter revelações sobre eles, não continue a ler esse artigo…

O personagem Seattle Grace Hospital

O Seattle Grace Hospital é um hospital escola que fica na cidade de Seattle e tem um dos mais bens conceituados programas de residência em cirurgia médica da região.

E como bom protagonista que é, cumpre com maestria o seu papel. Quem assiste ao seriado jura que o Seattle Grace Hospital fica mesmo em Seattle. -Como não achar??? Tanta competência num só ator… ops, num só cenário!

Quer dizer… ele fica, mas não fica em Seattle. -Ei Luciana, como assim? Maluqueceu de vez???

Não gente, é isso mesmo. Vocês vão entender.

As locações do Seattle Grace Hospital

Na realidade, a maioria de suas cenas são filmadas na Califórnia.

O hospital utilizado para a maioria das cenas externas, inclusive as da entrada principal onde os médicos entram e saem a toda hora, e algumas cenas internas, como as da recepção, são filmadas no Veterans Administration Sepulveda Ambulatory Care Center em North Hills, na Califórnia.

Entrada do Seattle Grace Hospital: Veterans Administration Sepulveda Ambulatory Care Center
Entrada do Seattle Grace Hospital: Veterans Administration Sepulveda Ambulatory Care Center
Recepção do Seattle Grace Hospital: Veterans Administration Sepulveda Ambulatory Care Center
Recepção do Seattle Grace Hospital: Veterans Administration Sepulveda Ambulatory Care Center

A maioria das cenas internas, na emergência, nos quartos, nas salas de cirurgia, nos corredores do hospital, e até nos elevadores onde tanta coisa acontece, são filmadas em estúdio; um conjunto enorme localizado dentro dos estúdios da Prospect Studios, em Los Feliz, também na Califórnia.

Em Seattle mesmo somente as cenas do heliporto na cobertura do hospital, quando entra em cena um helicóptero ambulância. Essas são filmadas no complexo de edifício Fisher Plaza, sede da Fisher Communications e da afiliada da ABC, a KOMO-TV, perto do Space Needle, ao norte do centro de Seattle. -Eis aqui então o Seattle Grace Hospital de Seattle!

Seattle Grace Hospital: edifício Fisher Plaza, KOMO-TV, em Seattle
Seattle Grace Hospital: edifício Fisher Plaza, KOMO-TV, em Seattle
Heliporto do Seattle Grace Hospital: no edifício Fisher Plaza, KOMO-TV, em Seattle
Heliporto do Seattle Grace Hospital: no edifício Fisher Plaza, KOMO-TV, em Seattle

Há quem diga que o belo átrio de vidro bem acima da passarela onde tantas cenas acontecem, inclusive a que Derek tomou um tiro na temporada 6, seja filmado no aeroporto de Tacoma (Sea-Tac). Mas isso não passa de boato, imaginação popular.

Atrio de vidro com a passarela do Seattle Grace Hospital
Átrio de vidro com a passarela do Seattle Grace Hospital

As mudanças de nome do Seattle Grace Hospital

Você já deve ter ouvido falar também de Seattle Grace Mercy West Hospital e Grey Sloan Memorial Hospital, certo? Pois é, ao longo das temporadas o hospital já passou por mudanças de nome.

Na temporada 6 o Seattle Grace Hospital passa por dificuldades financeiras e faz uma fusão com Mercy West Medical Center, formando o novo Seattle Grace Mercy West Hospital. Essa fusão deu o que falar, rendeu muita confusão entre os personagens e episódios cheios de competição entre médicos e residentes… Eles competem por cirurgias para salvar suas carreiras no hospital tão querido por todos.

depois do acidente de avião do final da temporada 8, ele vira Grey Sloan Memorial Hospital, uma homenagem aos dois médicos mortos no acidente; Lexie Grey e Mark Sloan. Na ocasião, os médicos sobreviventes do acidente, Meredith, Derek, Cristina e Arizona, se juntam a Callie e Jackson e formam o novo conselho de administração do hospital, e decidem pela homenagem. Merecida homenagem aos dois personagens tão queridos que se foram.

–Que comoção que foi esse caso do acidente de avião!

Os traumas foram tantos, que rendeu emoção por vários episódios do início da temporada 9.

Pedido de casamento no elevador
Pedido de casamento no elevador

O elevador do Seattle Grace Hospital

Ah… o elevador do SGH…. Não posso deixar de citá-lo!

Encontros românticos, desconcertantes, explosivos, cenas engraçadas, de amor, de adrenalina e tudo quanto você possa imaginar… Quando o elevador entra em cena, pode esperar que vem coisa boa por aí, no mínimo engraçada…

Foi no elevador que Meredith dá o primeiro beijo em Derek, depois que descobre que ele é médico atendente do hospital, foi no elevador que ela fala para ele que sente sua falta quando ele decide voltar para Addison, aqui também que Derek pede Meredith em casamento, também a cena da injeção numa conversa dúbia entre os dois, e quantas saias justas nos encontros dos três (Derek, Meredith e Addison ou Derek, Addison e Mark) e até dos quatro (Derek e suas três mulheres: Meredith, Addison e Rose) no elevador?

Isso para não falar das situações com os outros personagens. Tem até cirurgia improvisada dentro do elevador, logo no início da série, quando George ainda era um interno.

-O elevador tem ou não tem um papel importante?

As salas de cirurgia do Seattle Grace Hospital

Essas aqui são mesmo “estrelas” do hospital! Dão lugar a muita cena impactante. Muito sangue, muita adrenalina, muita emoção e muito diálogo entre os médicos. Parece que eles decidem suas vidas pessoais encima de uma mesa de cirurgia! -Ohh gente para falar enquanto trabalha…

Eu poderia citar aqui várias cenas que me impactaram, mas para não me alongar, vou citar somente alguns casos.

Sala de cirurgia no episódio da bomba (code black)
Sala de cirurgia no episódio da bomba (code black)

1. Código negro

A primeira cena de sala de cirurgia que me vem logo a cabeça é a que Meredith segura uma bomba dentro do corpo de um homem na mesa de cirurgia na temporada 2. Ela não pode se mexer, senão a bomba explode. O famoso caso em que é decretado “code black” e o hospital é evacuado!

Para dar mais emoção ainda, enquanto isso na sala ao lado, Derek opera o marido de Bailey (em estado gravíssimo depois de um acidente de carro) ao mesmo tempo em que ela está em trabalho de parto.  –Haja coração!

Os episódios desse caso foram bem “tensos”. Lembro de assisti-los segurando a respiração! Foram 2 episódios no mesmo caso, o que não é muito comum em Grey’s Anatomy.

2. Um atirador fora de controle invade o “santuário”

Outra cena que me vem à cabeça é quando Cristina opera Derek com uma arma apontada para cabeça e Meredith intervém mandando o atirador atirar nela, no final da temporada 6. Este caso do atirador também foi bem impactante e também rendeu mais de um episódio, terminando no último episódio da temporada.

E que temporada emocionante foi essa temporada 6! Só podia fechar com chave de ouro! Esse seu último episódio foi o mais falado de toda a história de Grey’s Anatomy, sendo assistido por 15 milhões de pessoas somente nos Estados Unidos!

3. Cirurgias “miraculosas” de Derek em tumores inoperáveis

“Hoje é um belo dia para salvar vidas!” E assim começa mais uma cirurgia do Dr. Derek Shepherd. Ele é uma das maiores estrelas do Seattle Grace Hospital; um renomado neurocirurgião, procurado por gente de tudo quanto é canto. Recebe em Seattle casos complicados de todo o país. Quanto mais complicado, melhor, mais ele gosta.

Essas cirurgias são sempre marcadas de muita tensão, como é o caso, por exemplo, do tumor inoperável na coluna de um funcionário do hospital na temporada 6.

A emergência do Seattle Grace Hospital

Bem, aqui a autora supera todas as expectativas de imaginação! Também conhecida como centro de traumas do SGH, a emergência é o cenário perfeito para os mais “mirabolantes” casos médicos. Ganha mais destaque na série depois que o doutor Owen Hunt, médico do exército americano que participou da guerra do Iraque, assume a chefia do departamento.

A lista de casos mirabolantes é extensa. Vou me ater a alguns, só para vocês sentirem o “drama”.

1. Acidente de trem

Logo na temporada 2, um caso me chama a atenção (não só a minha, eu garanto!). Depois de um acidente de trem que lota a emergência do SGH, dois estranhos chegam com seus corpos atravessados por uma barra de ferro.

Uma menina mais jovem e um homem negro de meia idade ficam unidos por essa mesma barra. Os médicos do Seattle Grace Hospital têm que escolher qual dos dois vão salvar. -Que cena inusitada!

Emergência no episódio do homem cimento
Emergência no episódio do homem cimento

2. Homem cimento

Na temporada 4 outro caso inacreditável! Um adolescente mergulha num tanque de cimento e chega no hospital literalmente “concretado” num bloco de cimento endurecido. Os médicos do SGH têm que fazer um verdadeiro plano de guerra para livrar o homem do bloco de concreto!

-Mais uma cena inusitada!

3. Homem x Ônibus

Esse caso é punk! Um dos mais surpreendentes. Acho que muito mais pela surpresa do final do que o caso propriamente dito.

No último episódio da temporada 5, dá entrada na emergência do Seattle Grace Hospital um homem desfigurado (impossível de reconhecer), vítima de um acidente de trânsito. Ele pula na frente de um ônibus para salvar uma jovem. Chega entre a vida e a morte.

Os médicos fazem tudo para salvá-lo, mas no final ele morre. Não sem antes se identificar. Ele escreve 007 com o dedo na mão de Meredith, que de imediato se surpreende: -É o George!!!!

Ele ganha a alcunha de “007” (em referência à matador) logo em suas primeiras experiências médicas na série.

Que choque! Eu não estava preparada para essa surpresa! Você nem imagina. O caso é todo conduzido como se fosse mais um paciente qualquer. E no final… o inesperado!

Vou falar a verdade; esse caso foi um dos que mais chorei na série. Acho que só perde para o episódio em que Meredith se afoga na baía de Elliott no Seattle Waterfront, depois do acidente de balsa (ferrybolt), na temporada 3, e o que Derek morre na temporada 11.

O quarto de descanso dos médicos e residentes

Esse é outro local do SGH muito frequentado pelos personagens! Não tem um só médico, residente ou interno que não tenha passado por aqui.

Romances, sexo (muito sexo), DR´s, choros, dramas, flagrantes e muito mais. Mais uma “estrela” do SGH que aparece em todos os episódios.

Eu poderia continuar aqui contando casos e mais casos que aconteceram dentro do SGH… Sou uma verdadeira fã de Grey’s Anatomy e poderia falar dessa série por horas e horas (ops, textos e textos). Mas acho que por hora, foi o suficiente para vocês entenderem porque acho o Seattle Grace Hospital uma das “estrelas” de Grey’s Anatomy.

Se você também é apaixonada pela série e pela cidade de Seattle, tanto quanto eu, dá uma olhada no post com o tour Grey’s Anatomy em Seattle.

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Grey’s Anatomy: a série de tv americana com a cara de Seattle https://visiteseattle.com/greys-anatomy/ https://visiteseattle.com/greys-anatomy/#comments Fri, 26 Feb 2016 00:43:30 +0000 http://visiteseattle.com/?p=2842 O início de minha história com Grey’s Anatomy Grey’s Anatomy entrou na minha vida porque se passa em Seattle… Natural, portanto, pensar que meu interesse por esta série de TV aconteceu logo de cara, certo? -Errado! [...]

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O início de minha história com Grey’s Anatomy

Grey’s Anatomy entrou na minha vida porque se passa em Seattle… Natural, portanto, pensar que meu interesse por esta série de TV aconteceu logo de cara, certo? -Errado!

Grey's Anatomy em Seattle
Grey’s Anatomy em Seattle

Eu só comecei a assistir Grey’s Anatomy no finalzinho do ano passado, justo quando estava sendo exibida sua 12ª temporada! Podem acreditar.

Uma das maiores séries da TV americana dos últimos anos se passa em Seattle e eu só comecei a assisti-la mais de 10 anos depois de sua estreia!!!

Mas existe um motivo para isso: o cenário principal de Grey’s Anatomy é num hospital e eu simplesmente tenho verdadeiro pavor de ver sangue. Daqueles que a perna fica dormente e dá até fraqueza. Sabe como é?

Mas aí, veio o blog sobre Seattle! No dia em que colocamos no ar (outubro/2015), mandei para umas amigas comentarem. Eis que minha amiga Dani fala: “a primeira coisa que me vem na cabeça quando penso em Seattle é Grey’s Anatomy”.

Dica anotada! Pensei com meus botões: “Tenho que resolver isso. Não dá para ter um blog sobre Seattle e não falar de Grey’s Anatomy!“. Eis, portanto, que iniciei a minha saga como telespectadora da série.

-Pronto! Fiquei viciada! Depois de muito tempo – sou da época de Barrados no Baile (alguém lembra?) e Sex and the City – voltei a viciar num seriado.

Devorei seus episódios, temporada atrás de temporada, e 3 meses depois estou terminando a 10ª temporada. Sendo que cada temporada tem normalmente mais de 20 episódios de cerca de 45 minutos cada!!!

Chegou a hora de escrever sobre Grey’s Anatomy

A série Grey’s Anatomy

Grey’s Anatomy é uma série do gênero drama médico, exibida em horário nobre da rede de TV americana ACB. É sucesso de público e crítica e exibido em vários países, inclusive Brasil.

– Virou febre!

Nos Estados Unidos, seus prêmios e indicações comprovam o êxito do drama médico, criado por Shonda Rhimes.

O título do seriado (Grey’s Anatomy = Anatomia de Grey) é uma brincadeira com o famoso livro de anatomia humana de Henry Gray, livro didático clássico das escolas de medicina. Alterando somente “Gray” para “Grey”, como referência ao sobrenome de Meredith Grey, protagonista da série.

Grey's Anatomy: série do gênero drama médico com cenário principal um hospital
Grey’s Anatomy: série do gênero drama médico com cenário principal um hospital

Duração, episódios e temporadas

Teve seu episódio piloto transmitido pela primeira vez em março de 2005 nos Estados Unidos e, agora em 2016, está em sua 12ª temporada, chegando a 11 anos de duração.

São 12 temporadas e 255 episódios até agora (Fevereiro/2016).

Curiosidade
Cada episódio possui o nome de uma canção, e os títulos geralmente têm algo a ver com o tema ou a moral da história do episódio. Moral esta narrada no início e no fim de cada episódio por um dos personagens (em sua grande maioria a protagonista Meredith Grey).

Enredo e personagens de Grey’s Anatomy

O seriado é protagonizado por Ellen Pompeo, que interpreta a Dra. Meredith Grey, filha da renomada cirurgiã Ellis Grey. Começa quando Meredith ingressa no programa de residência em cirurgia médica do fictício Seattle Grace Hospital, em Seattle, Washington.

Grey's Anatomy: elenco do início da série
Grey’s Anatomy: elenco do início da série

As estórias se desenvolvem em torno dela e de seus colegas, também internos, Cristina Yang, Izzie (Isobel) Stevens, George O’Malley e Alex Karev, que se tornam seus melhores amigos durante o período como internos.

Também envolvem a residente chefe Dra. Miranda Bailey, os renomados cirurgiões Dr. Derek Shepherd (par romântico de Meredith) e o Dr. Preston Burke, e o Dr. Richard Webber, cirurgião-chefe e administrador do hospital escola.

O enredo conta os dramas pessoais e profissionais desses médicos e residentes, suas vidas amorosas, relações pessoais, casos dos pacientes e as dificuldades que enfrentam no trabalho do hospital, através de estórias recheadas de fortes emoções.

A medida que a série avança nas temporadas, o elenco vai se renovando; alguns veteranos se despedem e novos rostos se juntam à equipe médica. Novas estórias se formam, sempre como pano de fundo a rotina no hospital.

Por que Grey’s Anatomy é a cara de Seattle?

É fato que Grey’s Anatomy é a cara de Seattle. Não é à toa que quando falo sobre o blog, várias pessoas mencionam o seriado. Para mim, Seattle é quase um personagem da trama!

Sua autora, Shonda Rhimes, é de Chicago, mas escolheu Seattle como cenário porque queria uma cidade pequena, mas ao mesmo tempo grande suficiente para possuir uma instalação médica de alto nível.

Agora vem a surpresa (pelo menos para mim); a maioria das cenas não é gravada em Seattle, mas em Los Angeles, na Califórnia!

-Mas como que a autora conseguiu captar tão bem a essência de Seattle?

As imagens externas mostram muito de Seattle mesmo. O sobrevoo aéreo da cidade está em praticamente todos os episódios e sempre mostra a rodovia I5 que corta a cidade, o centro, o Seattle Waterfront, a baía de Elliott e as balsas (ferrybolt) tão queridas pelo Derek. A vista do Kerry Park, o Space Needle, que fica bem ao lado do Seattle Grace Hospital, e a fachada da casa da Meredith.

Quem nunca viu as imagens abaixo enquanto assistia Grey’s Anatomy?

Grey's Anatomy: vista noturna de Seattle do Kerry Park
Grey’s Anatomy: vista noturna de Seattle do Kerry Park
Grey’s Anatomy: Seattle
Grey’s Anatomy: Seattle

Os detalhes da série

Mas não é só isso. Todos os detalhes são importantes na reprodução da vida na cidade.

As relações não convencionais e racialmente diversificadas dão o tom da cidade multicultural e descolada.

  • Casamentos homossexuais como o do Joe (dono do Emerald City Bar – Joe’s bar), que ainda aparece sempre com uma camisa de flanela xadrez (em menção à influência grunge da cidade), e o das médicas Arizona Robbins e Callie Torres.
  • A grande quantidade de médicos negros e casais inter-raciais como o médico negro Dr. Burke e a médica de olhinho puxado, Dra. Cristina Yang.

Os pequenos detalhes fazem a diferença:

  • Várias cenas com a chuvinha fina da cidade.
  • As pessoas sempre com as roupas de frio.
  • O copinho de café sempre nas mãos dos médicos (verdadeira mania por aqui).
  • Os casos médicos que envolvem acidentes típicos dos eventos comemorativos da cidade.
  • Episódios que mencionam os esportes da cidade.
  • As terras do Derek nas montanhas e suas pescarias no lago.
  • Uma foto do troll de Fremont nas paredes de Joe’s Bar e outra do Pike Place Market em frente aos elevadores do Seattle Grace Hospital.
  • As ruas, as casas, todos os lugares que são reproduzidos tal qual Seattle.

Tudo isso faz do seriado a cara de Seattle!

Por que viciei em Grey’s Anatomy???

Até eu me faço essa pergunta… Afinal, já falei que morro de aflição de ver sangue, e, definitivamente, o ambiente de hospital não é dos meus preferidos.

E sim, aparece muitas cenas de pessoas feridas, com cortes, pernas e braços quebrados, queimadas, esfoladas, com objetos atravessados no corpo, ferimentos diversos e MUITO sangue!!! Boa parte dos episódios se passa encima de uma mesa de cirurgia, com pessoas de peito ou cabeça abertos e órgãos para fora! Algumas vezes chego a fechar o olho para não ver.

Grey's Anatomy: cena na mesa de cirurgia
Grey’s Anatomy: cena na mesa de cirurgia

Mas mesmo assim, continuo vendo o seriado!!! Por que será?

  • Os conflitos internos e as relações intensas, complexas e conturbadas entre os personagens nos prendem a atenção.
  • As surpresas nos aguardam em todos os episódios. Quando pensamos que chegou no seu auge, a criatividade de Shonda Rhimes se supera e algo inacreditável acontece.
  • Os casos médicos dos pacientes despertam nossa curiosidade. Cada caso uma estória e um drama. Sempre com casos novos a cada episódio.
  • É tudo muito intenso e com muita dose de drama e tragédia, muitas vezes até crueldade. Mas ao mesmo tempo com certo toque de sarcasmo e humor.

Grey’s Anatomy faz você rir e chorar ao mesmo tempo! E sempre esperar ansioso pelo próximo episódio…

Se você também é apaixonada pela série e pela cidade de Seattle, tanto quanto eu, dá uma olhada no post com o tour Grey’s Anatomy em Seattle.

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Saúde nos EUA: entendendo um pouco o sistema de saúde americano https://visiteseattle.com/saude-nos-eua/ https://visiteseattle.com/saude-nos-eua/#comments Tue, 26 Jan 2016 19:00:21 +0000 http://visiteseattle.com/?p=2731 Saúde nos EUA é um tema que sempre gera muita dúvida e questionamento. Também não é um tema muito fácil de entender e escrever. Mas como é importante, resolvi assumir mais esse desafio e mostrar para [...]

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Saúde nos EUA é um tema que sempre gera muita dúvida e questionamento. Também não é um tema muito fácil de entender e escrever. Mas como é importante, resolvi assumir mais esse desafio e mostrar para vocês um pouco sobre esse assunto tão complexo.

-Saibam que é um DESAFIO e tanto! Espero que eu consiga dar uma clareada para vocês.

Vamos lá…

Saúde nos EUA: entendendo um pouco do sistema de saúde norte americano
Saúde nos EUA: entendendo um pouco do sistema de saúde norte americano

Saúde nos EUA: não é bem como você imagina…

Diferente do que muita gente pensa, o sistema de saúde nos EUA não é dos melhores…

A tendência é que achemos o contrário… Afinal, estamos falando dos EUA, país desenvolvido e grande potência mundial. Um exemplo de democracia onde tudo funciona; sistema de transporte público, educação, qualidade de vida, distribuição de renda, etc.

Mas quando falamos de saúde não é bem assim!

Na verdade, preciso esclarecer uma coisa aqui: não é que a saúde como um todo seja ruim; depende muito do que estamos falando. Se falarmos do ponto de vista da estrutura dos hospitais, dos tratamentos, da formação profissional e da pesquisa científica, a saúde americana é de qualidade. Agora, se falarmos dos custos e acessibilidade, a história é bem outra.

Saúde nos EUA, em qualquer nível, custa caríssimo e nem todos têm acesso.

O relatório de 2014 da fundação Commonwealth Fund indica que o sistema de saúde dos EUA é o pior dentre 11 países desenvolvidos do mundo (Austrália, Canadá, França, Alemanha, Holanda, Nova Zelândia Noruega, Suécia, Suíça, Reino Unido e EUA).

De acordo com o relatório, mesmo sendo o sistema de saúde mais caro entre os 11 países, os EUA são os piores em termos de “eficiência, equidade e resultados“.

O problema do acesso ao sistema de saúde americano

Ainda segundo a Commonwealth Fund, o acesso desigual da população e a falta de um sistema de saúde único nos EUA é o principal fator para esse fraco desempenho.

Lembra do SUS (Sistema Único de Saúde) aqui no Brasil? “Em tese” é um sistema de saúde público e universal que garante tratamento a todos os cidadãos, de forma gratuita. Pois é, nos EUA isso não existe! Este é o ponto chave para falarmos do sistema de saúde americano.

Não que nos EUA não tenha sistema público de saúde. Até tem, mas o problema é que ele atende somente uma fatia da sociedade, e mesmo assim com algumas exigências e contribuições. O sistema é público, mas NÃO É GRÁTIS.

Se você não faz parte dessa fatia e não tem plano de saúde privado, fica no “limbo”. Se ficar doente vai precisar vender o carro ou hipotecar a casa para pagar o tratamento. Tanto que despesas médicas aparecem no topo das causas de falência pessoal no país.

Saúde nos EUA: um assunto complicado de entender!

A ideia aqui não é entrar no detalhe do sistema de saúde norte-americano. Até porque é bem complexo e eu não saberia detalhar totalmente. Mas sim, mostrar que o seu problema são os custos elevados e a falta de acesso.

Só para vocês terem uma ideia da complexidade, operam, nos EUA, sistemas de saúde exclusivamente públicos, alguns mistos e um exclusivamente privado.

Dos sistemas públicos, os dois maiores são o Medicaid que atende a população de baixa renda e o Medicare que atende os idosos. Os outros são para classes mais específicas ainda (exemplo: para os veteranos das Forças Armadas).

A saída para a maioria dos cidadãos americanos é ter um plano de saúde! O que é mais um problema…. Nem todos têm condição de ter um!

Isto significa que o sistema de saúde americano excluía cerca de 15% da população americana (mais de 40 milhões de cidadãos) no início de 2014, antes da implantação do Obamacare. Essas pessoas não eram elegíveis aos sistemas públicos (não são tão pobres para o Medicaid nem tão idosos para o Medicare), não tinham plano de saúde no emprego e não tinham dinheiro para pagar um plano de saúde privado.

“Obamacare”: a reforma da saúde do governo Barack Obama

A lei, sancionada em 2010 e posta em vigor em 2014, está tentando incluir estes americanos excluídos em algum tipo de seguro. Ela tornou o seguro saúde obrigatório para os cidadãos do país e implementou uma série de medidas (com subsídios do governo, inclusive) para tornar os planos acessíveis a uma maior parcela da população (pessoas de baixa renda, inclusive).

O problema é que ela não saiu como o previsto e não alcançou todo mundo que se esperava (por razões que não cabe discutir aqui). Fato é que, mesmo depois de sua completa implantação, estima-se que mais de 30 milhões de pessoas ainda ficaram de fora, sem seguro saúde.

Isso sem falar no aumento dos custos para as empresas, na resistência das seguradoras, na guerra com os republicanos e na “rejeição” de uma parcela da população. O assunto divide opiniões!

A reforma conseguiu mais iniciar uma ampla discussão sobre o tema do que efetivamente implantar alguma mudança. Para se ter algum resultado concreto, num assunto como saúde nos EUA, o prazo é longo. Sem falar no valor astronômico que isso custa.

O “obscuro” mundo dos planos de saúde americanos

Para piorar a situação, as regras vigentes favorecem as seguradoras. No extremo, poderíamos dizer que o sistema de saúde norte-americano trabalha em favor dos planos de saúde e não do paciente.

Como não existe uma agência reguladora dos planos de saúde, que garanta o equilíbrio do sistema, as seguradoras chegam ao cúmulo de negarem tratamentos sob as mais diversas alegações. Isso sem falar nas fraudes e lucros abusivos.

Quando você entra nessa questão de planos de saúde (health insurance) nos EUA, a coisa fica bem complicada e mais difícil ainda detalhar aqui. É um verdadeiro cardápio de opções, são vários tipos de planos oferecidos, desde a forma como é feito o atendimento até valores de franquia, coberturas e coparticipação.

Normalmente o plano de saúde é oferecido pelas empresas onde os cidadãos trabalham, que nem sempre oferecem todas as opções disponíveis (quem pré-seleciona os planos é o empregador). Não é todo mundo que consegue pagar um plano de saúde privado por conta própria, tem que ter muito dinheiro para suportar os custos.

O Obamacare não deixa de ser uma tentativa de ultrapassar essas barreiras. Além de criar o “mercado independente” de planos (marketplace) com subsídios estatais, a fim de reduzir o mercado individual das seguradoras, a lei impõe algumas regras às seguradoras que não existiam antes. Como, por exemplo:

  • As seguradoras são proibidas de recusar planos de saúde a pessoas com histórico de doenças preexistentes.
  • Os pais podem estender a cobertura do seu seguro saúde aos filhos por mais anos.

Mas, além de enfrentar muita resistência das seguradoras, o caminho para regular todas as normas e resolver o problema ainda vai longe.

Resumo da ópera

Resumo da história:
Teoricamente nos EUA existem os melhores recursos de tratamento e os melhores profissionais especializados, o que acaba acarretando altos custos com a saúde, mas na prática você não tem total acesso a essa famosa saúde de qualidade americana, seja porque não tem condições de ter um plano de saúde, seja porque tem o seguro, mas não consegue usá-lo adequadamente.

-Feia a coisa, né?

Mas não se preocupe; escrevi esse post para vocês entenderem um pouco como funcionam as coisas para quem mora por lá. Se você for um turista (mesmo que de longa estadia) na terra do tio SAM, não vai usar um desses planos de saúde descritos acima. Você deve contratar um seguro viagem.

Com o seguro viagem internacional para os EUA você consegue atendimento médico e hospitalar no sistema privado do país. A questão passa a ser decidir qual o melhor seguro viagem para contratar.

Fiz um material bem legal e detalhado sobre seguro viagem para os EUA (e-book tudo sobre seguro viagem nos EUA). Tem muitas dicas legais. Corre lá e baixe gratuitamente o seu, vale a pena!

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Futebol Americano: uma paixão nacional! https://visiteseattle.com/futebol-americano/ https://visiteseattle.com/futebol-americano/#respond Wed, 30 Sep 2015 20:27:54 +0000 http://visiteseattle.com/?p=1341 Conhecendo um pouco do futebol americano… Bem, eu entendia quase nada de futebol americano. Tive que ler um pouco para escrever esse post. Na realidade, tudo começou quando fui escrever sobre o Seattle Seahawks e percebi [...]

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Conhecendo um pouco do futebol americano…

Bem, eu entendia quase nada de futebol americano. Tive que ler um pouco para escrever esse post. Na realidade, tudo começou quando fui escrever sobre o Seattle Seahawks e percebi que precisava pesquisar um pouquinho mais.

Meti as caras e eis o resultado… Espero que gostem!

Jogo de Futebol Americano
Jogo de Futebol Americano (Fonte: Wikipedia)

Antes de ler um pouco sobre esse esporte, só sabia duas coisas sobre ele:

1ª – O futebol americano é o esporte mais popular nos Estados Unidos.

2ª – Ele é o esporte do Tom Brady, marido da modelo brasileira Gisele Bündchen.

Daí, depois de ler um pouco, realmente comprovei que o futebol americano é mesmo uma paixão nacional nos EUA e que, desde os anos 1990, passou o baseball em popularidade, sendo hoje o esporte mais popular da nação.

Descobri que o time do Tom Brady é o New England Patriots, também chamado de Pats, com base em Boston. Ah, e que ele é um jogador que detém diversos recordes do futebol americano, dentre eles o de quarterback com mais aparições em Super Bowls.

Bom, agora vamos lá ao que mais aprendi depois de ler um pouco sobre o esporte…

O que é o futebol americano?

Futebol americano: é um esporte de contato, jogado em equipe, no qual os jogadores se empurram, bloqueiam e perseguem uns aos outros, tentando fazer avançar uma bola em campo adversário.

Futebol Americano - Jogo de contato
Futebol Americano – Jogo de contato (Fonte: Wikipedia)

São muitas as regras do jogo; nem de longe estão descritas aqui. O que tentei fazer foi resumir como é o jogo para vocês terem uma noção da dinâmica do esporte.

Futebol Americano
Futebol Americano (Fonte Wikimedia)

É um jogo de estratégia onde 11 jogadores de cada equipe entram em campo com o objetivo de manter a posse de bola e fazê-la avançar através de jogadas que valem ponto.

Tem uma linha de frente definida, que se move para trás e para frente no campo, separando as equipes de ataque e defesa. Cada jogador tem uma tarefa específica para cada jogada. A maioria das equipes têm três “times”: time de ataque, time de defesa e o time de especialistas.

Futebol Americano - as posições dos jogadores
Futebol Americano – o quarterback com a bola (Fonte: Wikipedia)

Quarterback (QB) é a peça mais famosa do futebol americano. É a posição central do ataque pois é ele quem distribui a bola. É o braço-direito do técnico.

O touchdown é a principal jogada do jogo; a que vale mais pontos! Consiste em entrar na área de fundo do campo adversário com a posse de bola (são as últimas 10 jardas coloridas no final do campo). Ela vale 6 pontos e é o objetivo da equipe que ataca. É o famoso touchdown!

Campo do futebol americano - últimas 10 jardas coloridas para o touchdown
Campo do futebol americano – últimas 10 jardas coloridas para o touchdown (Fonte: Wikimedia)

Qualquer torcedor fanático sonha em ouvir a voz do narrador gritando touchdown para o seu time… Por exemplo, o sonho da torcida 12th Man do Seattlle Seahawks é ouvir: -“Touchdown Seahawks”!

Ganha o jogo a equipe que somar mais pontos durante os 60 minutos de jogo. Havendo empate ao término do tempo regulamentar, a prorrogação é no esquema de morte súbita; quem fizer o primeiro ponto vence.

O futebol americano surgiu de uma variação do rugby e requer velocidade, agilidade, capacidade tática e força bruta dos jogadores.

Para mim, que sou meio leiga no assunto, é um esporte meio violento. Não é à toa que os jogadores usam capacetes, ombreiras e tudo quanto é tipo de proteção!

-Atenção para não confundir; é conhecido nos Estados Unidos como football. O nosso futebol, a paixão nacional dos brasileiros, aqui é o chamado soccer!

Agora um pouco do campeonato americano…

A National Football League, NFL, é a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos e também a maior liga de futebol americano do mundo. Ainda é a maior liga de esportes na América no Norte e uma das maiores do mundo em termos de renda e número de fãs. São trinta e dois times com valor médio avaliado para mais de bilhão de dólares. Uma verdadeira fortuna…

Os trinta e dois times da liga nacional (NFL) são divididos em duas conferências:

  • AFC (American Football Conference)
  • NFC (National Football Conference)

Que por sua vez dividem-se em quatro divisões: Norte, Sul, Leste e Oeste. São, portanto, quatro times em cada divisão e dezesseis times por conferência.

Todo ano, o campeão da AFC joga com o campeão da NFC, num jogo que decide o campeão da temporada da NFL; é o jogo chamado Super Bowl.

-Nossa, esse sim é um jogo ultra mega power conhecido!!! Você já deve ter ouvido falar…

O Super Bowl é o maior evento desportivo e a maior audiência da televisão dos Estados Unidos, assistido por milhões de pessoas em todo o mundo. Em escala mundial, só perde em audiência para a final da Liga dos Campeões da UEFA.

É também um evento que apresenta a publicidade mais cara da televisão. Os ingressos são muito concorridos e custam pequenas fortunas, principalmente para última hora.

A partida é disputada desde 1967, já tivemos portanto, 49 jogos. O último (Super Bowl XLIX) aconteceu em fevereiro deste ano com a disputa pela temporada de 2014. O New England Patriots venceu o Seattle Seahwaks por 28 x 24 pontos. Estamos rumo ao Super Bowl 50

-Agora me fala uma coisa: o futebol americano é ou não uma paixão nacional nos EUA?

Se quiser conhecer um pouco mais sobre o time de Seattle, veja nosso post sobre o Seattle Seahawks.

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