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Estava eu escrevendo o post anterior sobre a vinícola Chateau Ste. Michelle, quando me deparo com a história do vinho Liebfraumilch! Quem não lembra daquele vinho branco alemão doce que vinha numa garrafa azul? Se você tem por volta dos 40 anos, com certeza vai lembrar.

Na mesma hora pensei: essa dá uma bela história no mais tradicional estilo mocinho e bandido! Afinal, o vinho Liebfraumilch foi o responsável pela “mancha negra” na reputação do vinho Riesling!

Vinho Liebfraumilch: a “mancha negra” da garrafa azul
Vinho Liebfraumilch: a “mancha negra” da garrafa azul

Digamos que o vinho Riesling é o herói da história e o vinho Liebfraumilch sua versão vilã!

O herói: vinho Riesling

Era uma vez a uva Riesling, uma das mais expressivas uvas brancas do mundo, originária do vale do Reno, na Alemanha, e da Alsácia, na França. Tornou-se rainha dos vinhedos alemães a longa data…

A história começa, portanto, no país responsável pelo nosso “Mineiraço“, derrota sofrida pela Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo de 2014, o nosso famoso 7 x 1. -Quem lembra??? Ou melhor, quem não lembra?

Mas é melhor voltar a história do vinho…

A Alemanha cultiva mais Riesling do que qualquer outro país no mundo, e essa uva reina em suas principais regiões viníferas, incluindo as regiões de Mosel, Rheingau e Pfalz.

vinho Riesling é sinônimo de vinho alemão!

Características do Riesling

Riesling é uma uva branca, de grande concentração aromática e fácil de ser cultivada. Seu melhor desenvolvimento ocorre em regiões com clima moderado mais frio e com bastante incidência de luz solar.

Vinhedo da Riesling
Vinhedo da Riesling

O ideal é que não passem por período de envelhecimento em madeira pois o carvalho pode “roubar” seus aromas primários. É capaz de produzir vinhos brancos de ótima qualidade, com aromas finos e elegantes, sabor fresco e com níveis alcoólicos relativamente baixos.

Os vinhos Riesling têm duas características marcantes:

1) um intenso aroma frutado que o torna um dos vinhos mais aromáticos do mundo.

2) alta acidez, quase ao nível de um suco de frutas como limonada.

Embora tradicionalmente doce, atualmente é possível encontrar muitos vinhos secos de excelente qualidade feitos com essa uva.

Do surgimento à derrocada do Riesling

A uva Riesling tem uma longa história. Tem registros datados desde o século XV, sendo o primeiro deles encontrado num armazém de uma pequena cidade alemã chamada Rüsselsheim, em que a uva chamava Rießlingen. Seu nome atual, Riesling, foi documentado pela primeira vez em 1552.

Nos séculos XVIII e XIX, os vinhos Riesling eram excelentes e reconhecidos mundialmente, mas o século XX (tempos de guerra) trouxe muitos prejuízos para a vinicultura alemã, que atingiu o auge de seu “fracasso” entre as décadas de 1960 e 1990 com a produção de vinhos doces e leves para exportação, como os da “garrafa azul”.

Eis que entra em cena o “vilão” de nossa história!

O vilão: vinho Liebfraumilch

O “vilão” da história é um vinho branco suave, fabricado com a uva Riesling de diversas regiões alemães, inclusive as produtoras de vinhos brancos de qualidade, como Rheingau, Mosel e Pfalz.

Seu nome é difícil de soletrar: Liebfraumilch! -Haja consoante!

Popularmente é traduzido como o “leite da mulher amada”, mas sua tradução correta seria “monge de Nossa Senhora” (repare nos desenhos religiosos do rótulo!), e seus vinhedos originários ficam nas proximidades da igreja Liebfrauenstift Church.

Características do Liebfraumilch

  • Tipo: suave
  • Cor: amarelo palha com reflexos dourados
  • Aroma: lembra frutas cítricas, maracujá e maçã
  • Paladar: adocicado, aromático com acidez equilibrada
  • Graduação alcoólica: 9,5%

A praga da garrafa azul!

Vinho Liebfraumilch da garrafa azul
Vinho Liebfraumilch da garrafa azul

Tudo começou no Brasil por volta dos anos 1970. O importador brasileiro Otávio Piva de Albuquerque, dono da Expand, convenceu o fabricante alemão do vinho, Josef Friederich, a comercializá-lo no Brasil com as tais “garrafas azuis” e a um preço acessível.

A ideia da cor azul era para destacar o vinho Liebfraumilch nas prateleiras das lojas e facilitar sua identificação.

Ele tinha razão. A estratégia foi um sucesso e a praga da “garrafa azul” tomou conta dos salões de festa de todo o país!

Pois bem, vou denunciar minha idade: eu bem que lembro! A tal da garrafa azul foi febre por aqui nas décadas de 1980 e 1990, e estava em todas as festas de formatura e casamento que fui!

Qualquer um que já consumia bebida alcoólica (ou que convivia com alguém que bebia), com certeza conheceu o vinho Liebfraumilch. Muitos até iniciaram o contato com a bebida através dele. -Sedutor como um belo vilão tem que ser!

Especialistas dizem que o vinho Liebfraumilch inaugurou uma nova era dos vinhos no Brasil, marcou uma geração e mudou totalmente o mercado nacional de vinhos.

Na década de 1980 cerca de 60% do vinho importado pelo Brasil vinha nas garrafas azuis alemães. E quando o governo Fernando Collor de Melo abriu as importações para o Brasil no início dos anos 1990, é que a praga da “garrafa azul” tomou conta do país mesmo. Entre 1997 e 1998 o vinho Liebfraumilch era o vinho importado mais vendido no Brasil!

O “vinho da garrafa azul” grudou feito “chiclete”

Além de estar em todo lugar, vamos combinar: o nome Liebfraumilch é muito difícil de pronunciar! Muito mais fácil pedir pelo vinho da garrafa azul do que pelo vinho Liebfraumilch. E foi assim que o “danado” foi conhecido por muito tempo.

Voltando aos fatos…

Aos poucos o consumidor brasileiro foi amadurecendo e percebeu que o “vinho da garrafa azul” era de qualidade meio duvidosa, e começou a procurar por rótulos mais “finos”.

Assim, seu sucesso durou pouco… Mas, infelizmente o “efeito Liebfraumilch” durou e foi catastrófico para os vinhos alemães…

O “efeito Liebfraumilch”

Por ser um vinho branco acessível (“barato”), sem muita personalidade (de qualidade duvidosa) e extremamente açucarado (que dava uma baita dor de cabeça no dia seguinte), o Liebfraumilch foi o grande responsável pela dificuldade dos últimos anos de se aceitar novamente a Alemanha como produtora de vinhos de qualidade e pelo mito de que o vinho Riesling é ruim.

-Há quem diga que o Liebfraumilch foi o “grande erro” alemão!

O trauma da garrafa azul foi tão grande que durante muito tempo, mesmo gostando do vinho Riesling, as pessoas tinham “vergonha” de assumir que gostavam. Era só falar de vinho alemão que as pessoas torciam o nariz. Não duvido nada que o mito “vinho branco é para as mulheres” tenha surgido daqui…

Fato é que o consumidor associou o Liebfraumilch a todos os vinhos produzidos na Alemanha e criou uma “barreira” ao vinho germânico. O vinho alemão passou a ser sinônimo de produto barato e de qualidade discutível.

Segundo especialistas, uma tremenda injustiça! A Riesling é a casta alemã mais famosa e muitos especialistas a consideram a melhor cepa branca do mundo.

Uva Riesling
Uva Riesling

A volta por cima do vinho Riesling

Felizmente, como em toda boa história, o mocinho vence o bandido!

O mal-entendido foi resolvido e o vinho Riesling ressurgiu como um excelente vinho, apreciado por conhecedores e sommeliers. Atualmente não sofre mais os efeitos ruins dessa mancha negra em sua reputação!

Os alemães deram a volta por cima e voltaram ao mercado com vinhos de altíssima qualidade. E o vinho Riesling tem “recrutado” novos e fortes produtores; vem ganhando destaque cada vez maior nos EUA e também na Austrália e Nova Zelândia.

Daí voltamos ao início do post, quando falei porque cheguei nessa história. A vinícola Chateau Ste. Michelle (pertinho de Seattle, WA – EUA) é uma das responsáveis pelo renascimento global do Riesling! Sua parceria com o alemão Ernst Loosen vem se destacando mundialmente com a produção de um extraordinário Riesling (Eroica).

Finalmente, a “mancha negra” do vinho Liebfraumilch ficou no passado!

Vinha Riesling do Columbia Valley, WA - EUA (fonte: Pacific Rim Winemakers)
Vinha Riesling do Columbia Valley, WA – EUA (fonte: Pacific Rim Winemakers)

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Chateau Ste. Michelle: a vinícola que colocou WA no cenário mundial do vinho https://visiteseattle.com/chateau-ste-michelle/ https://visiteseattle.com/chateau-ste-michelle/#respond Tue, 31 Jan 2017 20:06:16 +0000 http://visiteseattle.com/?p=4278 Chateau Ste. Michelle é a maior e mais antiga vinícola do estado de Washington. Faz parte da região do Woodinville Wine Country, forte polo turístico nos arredores de Seattle, reconhecido mundialmente por sua bela produção [...]

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Chateau Ste. Michelle é a maior e mais antiga vinícola do estado de Washington. Faz parte da região do Woodinville Wine Country, forte polo turístico nos arredores de Seattle, reconhecido mundialmente por sua bela produção de vinhos!

Eu diria que não só faz parte, mas é a vinícola responsável por transformar essa região no que ela é hoje. Arrisco a dizer que Chateau Ste. Michelle é o responsável por colocar o estado de Washington no cenário mundial do vinho!

Papel do Chateau Ste. Michelle para região e para WA

Sob muitos aspectos Chateau Ste. Michelle é a mais importante vinícola do estado de Washington. Além de ser a pioneira na região de Woodinville Wine Country, é hoje o maior produtor de vinho Riesling do mundo.

1. Pioneira na região de Woodinville

Sua fundação tem origem no final da Lei Seca nos EUA, período de 13 anos (1920-1933) em que a constituição americana proibiu a fabricação, comércio, transporte, exportação e importação de bebidas alcoólicas.

Mas foi somente em 1976, com a construção de sua sede em Woodinville, que veio o nome atual, e quando tudo começou a mudar…

Chateau Ste. Michelle
Chateau Ste. Michelle

Antes localizada no Columbia Valley (Eastern Washington), puxou a fila das vinícolas de lá e foi a primeira a fazer a mudança para o lado ocidental da cadeia de montanhas Cascade, para a região de Puget Sound, onde fica Seattle e onde reside a maior parte da população do estado. A partir daí a região ganhou força e tornou-se o polo que é hoje.

2. Destaque mundial do vinho Riesling

O vinho Chateau Ste. Michelle Riesling é o Riesling mais vendido do mundo, passando à frente inclusive dos “professores” alemães. Hoje é fabricado em versões que passeiam entre doce e seco.

Vinho Riesling (fonte: Chateau Ste. Michelle)
Vinho Riesling (fonte: Chateau Ste. Michelle)

A vinícola aparece na lista das TOP 100 vinícolas do ano (“Top 100 Wineries of the Year”) no ranking de 2016 da revista Wine & Spirits. E é a 22ª vez que recebe esse prêmio, mais do que qualquer outro produtor dos EUA.

O artigo da revista destaca “a impressionante consistência e qualidade do vinho da Chateau Ste. Michelle, especialmente do vinho Riesling”.

Ainda segundo o artigo, “Chateau Ste. Michelle é uma das forças motrizes do renascimento global do Riesling e é, de fato, o maior produtor de Riesling do mundo. A maior parte desse volume consiste em vinhos acessíveis e confiáveis, tanto nas versões secas quanto doces. A equipe reserva o seu melhor para a parceria Eroica …A cada ano, Ste. Michelle e Eroica montam um programa de Riesling de última geração em uma escala que poucas vinícolas podem se igualar. …O resultado, em certas estações é espetacular, como o vinho de 2008. …E este ano, fomos surpreendidos com os puros e nítidos sabores do Riesling Seco 2014 do Chateau Ste. Michelle, com preço de US$9. É uma das nossas 100 melhores compras do ano“.

Bem, aqui cabe um pouquinho de informação sobre o Riesling… Mas se não se interessar pelo vinho, pode pular os quadrinhos e seguir direto para o turismo no Chateau Ste. Michelle.

O vinho Riesling Eroica

A parceria do vinho Riesling que deu certo
A parceria Eroica reúne dois dos maiores produtores mundiais de Riesling, o famoso enólogo alemão Ernst Loosen e o enólogo Bob Bertheau do Chateau Ste. Michelle.

Do velho Mundo, Dr. Loosen Estate da Alemanha (produtor no Mosel Valley por mais de 200 anos), e do novo mundo, Chateau Ste. Michelle de Washington, EUA (produtor no Columbia Valley a 50 anos).

Juntos, criaram técnicas excepcionais e produzem um extraordinário Riesling com as uvas do estado de Washington, desde 1999.

Características da uva e do vinho Riesling

Características do Riesling
Riesling é uma uva branca, de grande concentração aromática, e tem bagos pequenos e delicados. Fácil de ser cultivada, se adapta a climas quentes ou frios.

Mas seu melhor desenvolvimento ocorre em regiões com clima moderado mais frio e com bastante incidência de luz solar, como o da região de Mosel (Mosel Valley), na Alemanha, e também no Columbia Valley em Washington.

O clima mais frio permite um amadurecimento lento e gradual, ideal para uma de suas principais características, a concentração de aromas, e a incidência de luz solar faz com que a uva amadureça adequadamente.

O ideal é que não sejam misturadas com nenhuma outra variedade de uva e que não passem por período de envelhecimento em madeira; o carvalho pode “roubar” seus aromas primários.

Os vinhos elaborados com essa uva são espetaculares e têm duas características marcantes:

1) um intenso aroma frutado (damasco, nectarina, pêssego, maçã, pêra, abacaxi, limão) ou de especiarias e ervas, e muitas vezes aromas estranhos como favo de mel, gengibre ou até um aroma químico semelhante à gasolina. Para os especialistas, a degustação do Riesling começa pelo nariz, pois ele é um dos vinhos mais aromáticos do mundo.

2) sua acidez, quase ao nível de um suco de frutas como limonada.

Para fechar, embora o vinho Riesling seja tradicionalmente doce, atualmente é possível encontrar muitos vinhos secos de excelente qualidade feitos com essa uva.

A praga da garrafa azul

O vinho Liebfraumilch
A uva Riesling é a rainha dos vinhedos da Alemanha, e os alemães são seus verdadeiros “pais”! Mas são eles, também, os responsáveis pela enorme “mancha negra” no passado desse vinho: a praga da garrafa azul!

Chamava Liebfraumilch (alguém lembra?) e é considerado o “grande erro” alemão. Mas isso deixo para contar em outro post (Vinho Liebfraumilch).

Fato é que o “efeito Liebfraumilch” durou e foi catastrófico para os vinhos alemães… Mas graças a Deus, e em grande parte ao Chateau Ste. Michelle, o vinho Riesling ressurgiu como um excelente vinho, e não sofre mais os efeitos ruins dessa mancha negra em sua reputação!

Nesse ponto do artigo estou me sentindo o máximo! -Vamos combinar; beber vinho é muito chique, né? E entender de vinho mais ainda…  😉

Só que não! Gosto da bebida, até tomo eventualmente, mas estou longe de entender sobre o assunto. Acho que nem um enófilo eu sou! -Agora eu falei difícil, né? Acabei de aprender…

Vamos as definições:
Enólogo é o responsável por toda a produção do vinho, sommelier possui o conhecimento sobre as características do fermentado e sua correta harmonização, já o enófilo é a pessoa que aprecia ou estuda sobre vinhos mas não é profissional da área.

Turismo no Chateau Ste. Michelle

O Chateau Ste. Michelle possui mais de 3.500 acres de vinhedos no Columbia Valley, Eastern Washington, mas sua sede fica em Woodinville, a uns 30 km de Seattle, e é aberta à visitação pública. Recebe milhares de visitantes por ano em seus jardins e salas de degustação.

A construção está cercada por 105 hectares bem arborizados e tem uma arquitetura única, no mais tradicional estilo chateau francês! Belíssima! Seus jardins são maravilhosos e agradáveis, e o pavão (a ave) que anda por lá é marca registrada.

Jardins do Chateau Ste. Michelle
Jardins do Chateau Ste. Michelle

Passear pelos jardins e conhecer a lojinha de vinhos já dá um belo passeio. Já fiz muito!

Ponto alto da visita

Mas para mim, o ponto alto da visita é o tour que mostra a fabricação do vinho! Enquanto andamos pela fábrica, o guia vai contando (em inglês) um pouco da história do Columbia Valley e da região, e também do processo de fabricação do vinho.

O tour é gratuito (referência Janeiro/2017) e dura aproximadamente 35 minutos. Não precisa nem agendar, basta ter vaga no dia da visita. No final ainda tem uma degustação de vinhos deliciosa.

Degustação de vinho no Chateau Ste. Michelle
Degustação de vinho no Chateau Ste. Michelle

O Chateau Ste. Michelle ainda oferece tours privados, salas de degustação de vinho e ainda outros eventos especiais, inclusive concertos ao ar livre.

Para completar, a adega é maravilhosa e a lojinha que tem por lá ainda oferece outros produtos bem legais que valem como souvenir de viagem. Não deixe de garantir sua garrada de vinho. Eles têm uma embalagem em plástico bolha que é super tranquila de encaixar e levar na mala. Já trouxe muitos vinhos para o Brasil e nunca quebrei nenhuma garrafa!

Adega do Chateau Ste. Michelle
Adega do Chateau Ste. Michelle

Indo a Seattle não deixe de conhecer o Chateau Ste. Michelle. É um programa imperdível, mesmo para quem não é apreciador de vinho.

Chateau Ste. Michelle

14111 NE 145th Street
Woodinville, WA 98072
Telefone: 425-488-1133

Horário de funcionamento (referência Janeiro/2017): diariamente de 10 às 17hs. Confirmar no site oficial na data da sua visita.

Site oficial: Site Oficial do Chateau Ste. Michelle

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Woodinville Wine Country tem seu papel na produção de vinho dos EUA https://visiteseattle.com/woodinville-wine-country/ https://visiteseattle.com/woodinville-wine-country/#comments Fri, 13 Jan 2017 21:00:44 +0000 http://visiteseattle.com/?p=4183 Vamos falar de vinhos… E não é sobre os tradicionais vinhos franceses ou italianos não. Vamos manter o tema do blog e falar dos vinhos norte-americanos, mais especificamente do estado de Washington. Estou falando do [...]

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Woodinville Wine Country
Woodinville Wine Country

Vamos falar de vinhos… E não é sobre os tradicionais vinhos franceses ou italianos não. Vamos manter o tema do blog e falar dos vinhos norte-americanos, mais especificamente do estado de Washington. Estou falando do Woodinville Wine Country, um verdadeiro oásis para os amantes de vinho!

-Sim, aqui, pertinho de Seattle, também tem belos vinhos. Não é só a Califórnia que produz vinho de qualidade nos EUA não. Você vai se surpreender!

O que é Woodinville Wine Country?

Woodinville Wine Country é uma região situada ao redor da cidade de Woodinville, no subúrbio leste de Seattle, que abriga dezenas de vinícolas, adegas e salas de degustação de vinho, onde os visitantes podem saborear variedades da bebida de todo o estado de Washington.

-Um lugar perfeito para quem gosta da nobre bebida alcoólica da uva!

Woodinville Wine Country: sala de degustação de vinho do Chateau Ste. Michelle
Woodinville Wine Country: sala de degustação de vinho do Chateau Ste. Michelle

A pequena Woodinville fica a cerca de 30 minutos de carro do centro de Seattle (pouco mais de 30km), numa região belíssima do vale do Rio Sammamish (Sammamish River Valley), e é conhecida exatamente pela comunidade crescente de vinícolas, adegas, cervejarias artesanais, destilarias e restaurantes finos que temos por lá.

Woodinville
Woodinville

As vinícolas do Woodinville Wine Country

Já são mais de 100 vinícolas com sede na região, incluindo as mais notáveis do Estado, conhecidas mundialmente, como a Chateau Ste. Michelle, Columbia Winery, Novelty Hill Januik e Silver Lake.

Woodinville Wine Country: Columbia Winery
Woodinville Wine Country: Columbia Winery

Embora localizadas dentro da área de Puget Sound do lado oeste do estado (lembra que ficam pertinho de Seattle?), quase todas as vinícolas de Woodinville cultivam suas uvas no clima quente e árido (mais propício ao cultivo da fruta) do leste do estado, no Columbia Valley.

Columbia Valley é a maior região vinícola de Washington. Fica na parte leste do estado (Eastern Washington), depois da cadeia de Montanhas Cascade. Tem quase 4,5 milhões de hectares (cerca de 1/3 da área do estado), dos quais mais de 16.000 hectares são plantados com vinhas, e é responsável por 99% da produção de uvas do estado.

Regiões vinícolas de Washington

Eu sei, ficou meio confuso esse negócio das regiões vinícolas, né? Woodinville, Puget Sound, Columbia Valley… Mas calma! Vou explicar.

A cadeia de montanhas Cascade divide o estado de Washington em duas metades muito distintas.

A metade oeste, onde fica a capital Seattle e a pequena cidade de Woodinville (região da Puget Sound), é frio e chuvoso, e tem somente 1% da produção de uvas do estado.

O lado leste (região do Columbia Valley), por sua vez, apresenta condições quase desérticas, pois fica protegido da umidade e clima marinhos pelas Montanhas Cascade.

As terras com solo em areia e cascalho (rápida drenagem), embora requisitem um bom sistema de irrigação, são ideais para os vinheiros, e o clima mais quente e árido (distante do ambiente marinho de Seattle) é ótimo para cultivo da uva. Dias mais quentes e noites frias protegem a acidez natural das uvas e amadurecem a fruta em sua perfeição.

Essas características da região do Columbia Valley garantem, portanto, 99% da produção de uvas do estado e alguns dos mais admirados vinhos Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Riesling e Syrah do país.

Vinhas do Columbia Valley
Vinhas do Columbia Valley

Voltando ao Woodinville Wine Country…

Pois bem! Já que a Columbia Valley é a região de maior produção de uvas de Washington, por que Woodinville aparece no cenário dos vinhos no estado?

Vamos lá…

Na década de 1880 Woodinville era uma simples comunidade agrícola e madeireira. Mas sua proximidade com a área metropolitana de Seattle e sua bela paisagem natural chamou a atenção dos produtores de vinho do Columbia Valley.

E tudo começou com a maior e mais antiga vinícola da região, a Chateau Ste. Michelle, fundada em 1934. A ideia era passar a maior parte da operação de vendas e marketing da vinícola para o lado ocidental da cadeia de montanhas Cascade, onde residia a maior parte da população do estado.

Eis que em 1976 a Chateau Ste. Michelle abriu sua primeira adega em Woodinville. Em seguida, dividiu suas instalações de produção de vinho, trazendo a produção de vinho branco para Woodinville. E depois disso, foi seguida por outras vinícolas; Columbia Winery abriu do outro lado da rua em 1988, Novelty Hill Winery depois, e por aí vai… Até que hoje, a região do Woodinville Wine Country é um forte polo turístico, reconhecido mundialmente.

A mudança das vinícolas do Columbia Valley para Puget Sound, colocou Washington no cenário mundial do vinho e fomentou o desenvolvimento de sua produção no país.

Turismo no Woodinville Wine Country

Além de fazer vinho, várias das vinícolas do Woodinville Wine Country são abertas para passeios e degustações (imperdível!). Você ainda pode desfrutar de restaurantes com cozinhas premiadas, belas paisagens de montanha e trilhas para caminhadas e ciclismo.

Vários operadores turísticos oferecem excursões de degustação guiadas, saindo do centro de Seattle, e em Woodinville existe um centro para visitantes (Woodinville Visitor Center) que pode te orientar sobre tudo o que há para experimentar por lá. Existe até um passaporte que te dá direito a visitar mais de 60 adegas, cervejarias e destilarias participantes. E, claro, degustar muito vinho!

-Só cuidado para não sair de lá carregado… Brincadeira!

Eu nunca comprei esse passaporte, mas acho imperdível a visita a tão famosa vinícola Chateau Ste. Michelle. Além de ser a maior e mais antiga vinícola da região (a que deu início ao Woodinville Wine Country), ela tem um tour que mostra a fabricação do vinho que é muito legal. E no final ainda tem uma degustação deliciosa.

Independente se você é apreciador ou não da bebida, o passeio vale muito a pena. Os jardins são maravilhosos. Já fui várias vezes e recomendo! Veja o post sobre o Chateau Ste. Michelle!

Chateau Ste. Michelle
Chateau Ste. Michelle

Para os curiosos de plantão: sobre a produção mundial de vinho…

Vamos agora falar um pouco sobre o mercado mundial de vinhos e saber qual o papel dos EUA e de WA nesse cenário, beleza? -Fiz meu dever de casa direitinho!!!

Produção mundial de vinho

Em 2016 a OIV – International Organisation of Vine and Wine estimou uma produção mundial de cerca de 26 bilhões de litros de vinho. -É muito vinho! Quantidade suficiente para encher cerca de 10.380 piscinas olímpicas. -Dá para imaginar?

Embora, venha crescendo mundialmente o número de regiões que estão começando a produzir vinho, o mercado ainda é dominado por 10 países que produzem praticamente 80% do vinho mundial.

Ranking mundial de produtores de vinho em 2016 (fonte: OIV - Outubro_2016)
Ranking mundial de produtores de vinho em 2016 (fonte: OIV – Outubro_2016)

Os TOP 3 (Itália, França e Espanha) revezam-se ano a ano no ranking de maiores produtores e são responsáveis por quase metade de todo o vinho do planeta. Sendo que Itália e França estão sempre na disputa pela liderança. Em 4º lugar aparecem os EUA! -Quem diria, heim?

Volume da produção de vinho mundial de 2011 a 2016 (fonte: OIV - Outubro_2016)
Volume da produção de vinho mundial de 2011 a 2016 (fonte: OIV – Outubro_2016)

Produção norte-americana de vinho

Como vocês viram, os EUA vêm se destacando na produção mundial de vinho. Hoje ele é 4º produtor mundial em volume.

Em outros tempos se alguém me perguntasse sobre os maiores produtores de vinho no mundo eu nem de longe pensaria nos americanos.

Primeiro eu pensaria nos europeus, com certeza. Os TOP 3 (Itália, França e Espanha) e até Portugal com seu belo vinho do Porto e seu vinho verde Alvarinho que meu marido, Fernando, adora. E depois nos chilenos e argentinos. Já tomei muito vinho chileno! Mas não pensaria jamais nos americanos. Pura ignorância mesmo… Não sou uma boa conhecedora de vinhos!

Mas hoje, isso mudou. Antes mesmo de ter acesso aos números acima, quando visitei a Chateau Ste. Michelle, comecei a ver o progresso americano nesse mercado. -E como eles são bons em tudo que fazem, né?

Apesar dos EUA serem um dos grandes nomes do novo mundo, nem todas as suas regiões possuem climas e solos favoráveis para o cultivo das vinhas e a elaboração dos vinhos. Elas concentram-se mais na Costa Oeste, junto ao Oceano Pacífico. E os maiores destaques da vinicultura do país, responsáveis pelo bom resultado no ranking mundial, são Califórnia, Washington e Oregon.

1º Califórnia

Bem, a Califórnia não deve ser surpresa, certo? Os vinhos californianos são famosos pela sua qualidade mundial! A Califórnia produz cerca de 90% de todo o vinho norte-americano, com destaque para os vinhos elaborados com as uvas Cabernet Sauvignon e a Chardonnay.

2º Washington

O estado de Washington é o segundo estado viticultor mais importante do país, despontando para essa indústria somente a partir da década de 1980 e 1990, em parte graças à pioneira vinícola Chateau Ste. Michelle, do Columbia Valley. Seu destaque fica com a uva Riesling que tem obtido bastante sucesso na região e ótimos vinhos.

3º Oregon

Já o estado do Oregon, de clima mais frio, destaca-se pela produção de ótimos vinhos Pinots Noir e Chardonnay.

E a produção de vinho do Columbia Valley e Woodinville Wine Country?

Tudo bem vai! Se compararmos com a produção da Califórnia, e mais ainda com a produção mundial, as vinícolas do Columbia Valley e Woodinville Wine Country produzem números mais modestos. Mas vamos combinar, vindo a Seattle, você não pode deixar de conhecer essa região turística belíssima e recheada de vinhos maravilhosos!

Woodinville Wine Country

Woodinville Visitor Center
14700 148th Ave NE
Woodinville, WA 98072
Telefone: (425) 287-3298

Horário de funcionamento (referência Janeiro/2017): diariamente de 11 às 15hs. Confirmar no site oficial na data da sua visita.

Site oficial: Site Oficial Woodinville Wine Country

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